domingo, 22 de fevereiro de 2015

Por que Devemos Dizer Não a Teologia da Prosperidade?


           

          Não é meu intuito discorrer com profundidade sobre todas as nuances que envolvem o tema. Espero contribuir com a Igreja do Cordeiro, que segundo a Santa Palavra é coluna e baluarte da Verdade, portanto como membros desse corpo devemos andar e viver na verdade.
          A Teologia da prosperidade é um movimento que tem sua origem nos EUA. Apesar de Kenneth Hagin (1917-2003) ser o seu maior propagador, sua origem remonta ao início do século XX com os ensinos de Essek W. Kenyon (1867-1948). Esse evangelista de origem metodista tornou-se pregador itinerante e teve suas ideias difundidas principalmente através do programa “Igreja no Ar”. Kenyon defendia que o ser humano era capaz de controlar o reino espiritual através da confissão positiva, principalmente no caso da cura de enfermidades.
          Porém o desabrochar dessa estranha teologia se deu com os ensinamentos de Hagin, que através de instrumentos como o Seminário Radiofônico da Fé, a revista Palavra da Fé, a Escola Bíblica por correspondência e o Centro de Treinamento Bíblico RHEMA, além de livros e fitas cassetes foi disseminado pela América e pelo mundo. Boa parte de sua obra foi cunhada no trabalho de Kenyon.
          Os conceitos defendidos e difundidos pelo “Evangelho da Prosperidade” consistem num ensino enfático sobre dízimos e ofertas como condições para o enriquecimento material do cristão; no emprego da confissão positiva, que afirma que a Bíblia promete prosperidade aos fiéis e que seus desejos podem ser alcançados pelo uso da palavra da fé, que uma vez confessada inevitavelmente se tornará realidade; no ensino de que a expiação de Cristo tem como objetivo principal levar o cristão a uma vida terrena de paz, saúde, felicidade e riqueza material, pois os cristãos possuem direito ao bem estar e por fim no ensino de que pobreza e doenças são maldições associadas ao pecado e que devem ser quebradas pelo uso da fé. Tais ensinamentos baseiam-se principalmente na aliança de Deus com os Judeus e em textos neotestamentários usados fora do contexto.
          No Brasil a Teologia da Prosperidade espalhou-se a partir dos anos 80, principalmente pelo advento das igrejas neopentecostais. Hoje encontramos igrejas envolvidas integral ou parcialmente no movimento em todos os segmentos evangélicos. Geralmente as igrejas da Teologia da Prosperidade dão pouca ou nenhuma ênfase ao ensino teológico ou a interação com as demais denominações evangélicas, mas priorizam projetos próprios que enfatizam a importância do espaço na mídia, da construção de grandes templos, da inserção de líderes no meio político, etc. Tudo isso é claro, conquistado principalmente através da manipulação financeira dos fiéis. Outra característica presente nas igrejas adeptas do movimento é a liderança centralizada e geralmente autocrática, onde o líder supremo decide por todos, pois foi ungido pelo Senhor, dessa forma suas decisões não podem ser questionadas
          A propagação da Teologia da Prosperidade no Brasil é um dos maiores, senão o maior fator que explica o crescimento quantitativo de evangélicos no país, o que a priori parece ser positivo, mas depois de uma reflexão mais acurada vemos que é ilusório. Somos mais de cinquenta milhões de evangélicos e não conseguimos fazer a diferença em nossa nação, pois a esmagadora maioria daqueles que frequentam os templos evangélicos vem atraídos pelas promessas desse falso evangelho e por isso não experimentam a verdadeira conversão, o verdadeiro nascimento, o que os impossibilita de fazer a diferença na sociedade. Além disso, esse crescimento vertiginoso aliado a inúmeros escândalos financeiros produziu na sociedade uma visão distorcida a respeito do movimento protestante. Para os descrentes, igrejas e pastores são sinônimos de negócios e estelionato.
          Outro fator que contribui para o crescimento dessa teologia consiste no uso de símbolos e de rituais sincréticos, principalmente pela ala neopentecostal. Somos um país de matiz indígena e africana, o que naturalmente nos torna místicos e tendenciosos ao sincretismo. Em cima disso a ala neopentecostal desenvolveu uma liturgia própria, sincrética e mesclada por rituais como “o corredor de sal” e pelo uso de símbolos como a “água ungida”, por exemplo. A simples fé torna-se capenga, sempre dependendo de um “Ídolo” para aflorar. Isso é abominável ao Senhor, pois é a profanação do santo culto.
          Talvez não possamos mencionar todos os prejuízos que esse movimento tem provocado na Igreja do Senhor, pois além de ser carente de uma teologia bíblica séria é antibíblico e por que não dizer satânico? Vejamos por que devemos dizer não ao “Evangelho da Prosperidade”:

·         Ensino distorcido sobre dízimos e ofertas – A Bíblia é clara em relação às contribuições e sempre aponta que as mesmas devem ser ministradas como ações de graça por tudo que o Senhor fez por nós. É verdade que por toda a Palavra encontramos promessas de bênçãos para aqueles que contribuem, mas estas devem ser consequências da fidelidade e da obediência do cristão e não frutos de sua motivação para prosperar.

·         Ênfase no enriquecimento material do cristão – Em nenhum lugar nas escrituras vamos encontrar respaldo para esse ensino, pois a riqueza não deve ser o objetivo do crente, nem tampouco sua motivação para conversão e contribuição. Deus é soberano e pode abençoar com a riqueza a quem desejar, mas jamais é intimidado por Sua Palavra a enriquecer todos os cristãos. Jesus foi enfático em suas criticas a riqueza, pois esta geralmente vem associada a avareza, a ganancia, a soberba...

·         Ensino da Confissão Positiva – Este ensino afirma que a Bíblia promete prosperidade aos fiéis e que seus desejos podem ser alcançados pelo uso da palavra de fé, que uma vez confessada inevitavelmente se tornará realidade. Aqui há uma séria inversão de valores, pois a soberania divina é substituída pela humana. O homem pelo uso da palavra de fé pode trazer à existência todas as bênçãos que estão no reino espiritual. O fato de Deus nos abençoar em todas as coisas não significa que Ele concederá tudo o que desejamos.

·         Ensino distorcido sobre a expiação de Cristo – Jesus morreu na cruz para reconciliar a humanidade com Deus e assim nos salvar da condenação eterna. A Teologia da Prosperidade reduz a expiação de Cristo a um meio para termos uma vida próspera de paz, saúde e abundancia e como consequência, no fim da vida seremos salvos. O objetivo principal do Salvador é remir nossas almas. O próprio Jesus nos ensinou que neste mundo passaríamos por aflições, mas que deveríamos permanecer firmes, mesmo em face da morte. Este ensinamento diabólico tem produzido uma “massa” de pseudo-cristãos consumistas que buscam a Cristo apenas em busca da satisfação de suas próprias necessidades.

·         Ensino de que pobreza e doenças são sinais de maldições e que devem ser quebradas através da fé – Apesar desse conceito nos ser agradável e até parecer correto, não é. É certo que tanto o estado de pobreza como as enfermidades podem ser provenientes da ação de demônios, mas não podemos generalizar, pois muitos homens e mulheres foram tremendamente usados por Deus mesmo em meio a escassez de recursos e a graves enfermidades. É lícito buscar a melhoria de vida através do trabalho e a cura através do uso da fé e da medicina, mas não devemos vincular tais coisas como sinal de benção ou maldição.

·         Pouca ou nenhuma ênfase ao ensino teológico – Essa é uma característica sempre presente no arraial do Evangelho da Prosperidade, pois seus ensinamentos são rasos e são facilmente refutados pelo ensino sério da teologia cristã. Geralmente os cursos oferecidos por estas instituições são de curta duração e estão voltados para o “modus operandi” da mesma. A maior parte das igrejas que disseminam essa teologia é pastoreada por leigos com títulos de teólogos, o que com certeza traz um prejuízo incalculável para sua membresia. Onde há conhecimento há libertação!

·         Produz isolamento denominacional – Uma parte das igrejas da Teologia da Prosperidade são independentes e autônomas (muitas oriundas de cismas em convenções históricas e pentecostais), enquanto outra é formada por uma estrutura de filiais (as neopentecostais). Existem também aquelas que estão dentro de convenções e que aplicam os princípios dessa teologia parcialmente. O isolamento é praticamente inevitável, pois o ensino e a prática da doutrina da prosperidade promovem uma inversão de valores eclesiásticos, pois o objetivo da igreja deixa de ser a implantação de um projeto do Reino de Deus para ser a disseminação de um projeto próprio, o cristão deixa de lutar pelo Reino para lutar pelo império da igreja.

·         Implantação de impérios pessoais – Essa é uma das características mais visíveis da ação do Evangelho da Prosperidade. A visão da igreja passa a ser mercantilista, o que muda o foco da salvação de almas para a obtenção de novos clientes. Isso vai se traduzir na luta pelos espaços na mídia, na política e na geografia para a construção dos mega templos. Esse trabalho será desenvolvido principalmente com o sacrifício da pregação da sã doutrina, pois o que importa agora é agradar a “clientela”, que consequentemente levará a exploração financeira dos fiéis, que além dos dízimos e ofertas serão levados cada vez mais a votos e sacrifícios financeiros com a promessa da prosperidade financeira, o que na maioria dos casos não passará de ilusão.

·         Instituição de uma liderança centralizada e geralmente autocrática – essa é outra característica pungente das igrejas pertencentes a esse movimento. Aquelas que são independentes e autônomas geralmente serão pastoreadas por um líder que ditará todas as coisas de maneira centralizada. Mesmo que haja uma liderança, esta é usada apenas como meio para a legitimação das decisões, haja vista que o líder maior não pode ser questionado, principalmente pelo fato dele ser o “ungido de Deus”. No caso das que funcionam como filiais, a liderança é exercida hierarquicamente, mas com todo o poder centralizado na cúpula. Desde os primórdios do cristianismo vemos que a liderança centralizada nunca é salutar, pois os homens são falhos. A Bíblia nos ensina que há sabedoria na multidão de conselheiros.

·         Uso de simbologias e rituais sincréticos – Com base na formação mística e sincrética do povo brasileiro as igrejas neopentecostais ampliaram a ação do evangelho da prosperidade, pois através de símbolos e rituais sincréticos, como a “água ungida” e o “corredor de sal”, por exemplo, atraíram para si uma multidão em busca de uma experiência mística e transcendental. Isso é abominável ao Senhor, pois é a profanação do santo culto. 

·         Difamação do Evangelho de Cristo – A Teologia da Prosperidade não afeta somente os que nela se baseiam, mas afeta o Corpo de Cristo como um todo. Hoje vemos como a imagem do cristianismo protestante tem sido desgastada por inúmeros escândalos, principalmente de ordem financeira. Na sociedade em geral quando se trata de igrejas e pastores, os sinônimos são empresa, ladrões, estelionatários, meio de vida, etc... E o pior, contemplamos o empobrecimento da mensagem poderosa do Evangelho, pois Deus foi transformado no gênio da lâmpada, sempre disposto a realizar nossos desejos.

                
          Tudo isso tem acontecido para que a Palavra de Deus se cumpra. A Bíblia diz que no fim dos tempos a apostasia se multiplicaria e que muitos abandonariam a fé genuína (2ª Tes. 2: 3 / 1ª Tim.4: 1). O cristão precisa se manter atento e assim como os crentes bereanos deve basear toda sua conduta na prática da Palavra de Deus, mesmo que isso desagrade nossa família, amigos e até líderes espirituais que abandonaram a fé genuína. Parafraseando o sermão pregado no primeiro domingo após o 11 de setembro, por Carter Conlor, pastor sênior da Times Square Church: “Fujam, fujam, fujam deles, fujam para salvar vossas almas!”. Conlon fazia uma analogia entre a fuga desesperada das pessoas no atentado do WTC e aqueles que estão em igrejas que vivem tal teologia. Não tenho outra coisa a lhe dizer. Se você se congrega em uma igreja que defende a Teologia da Prosperidade, FUJA, FUJA, FUJA DELA, FUJA PARA SALVAR A VOSSA ALMA.

sexta-feira, 13 de fevereiro de 2015

CONSELHOS PARA BLINDAR O CASAMENTO

Muitas vezes um casamento vai bem e acaba abalado por causa de uma terceira pessoa. Começa de maneira inocente e agradável, torna-se casa vez mais envolvente e por fim, traz complicações e prejuízos para muitas pessoas. Com a desculpa de que foi um acidente ou "um grande amor que surgiu", mas na verdade o que aconteceu foi a falta de vigilância no casamento. Não devemos ser ingênuos e pensar que isso só ocorre com os outros. Muita gente boa já caiu exatamente pela ingenuidade. Por isso, proteja o seu casamento. Veja algumas dicas:
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