sábado, 27 de junho de 2015

Os Sinais dos Tempos


          A decisão à favor do casamento gay tomada ontem pela Suprema Corte americana é emblemática, pois é marca indelével de uma nova era. A questão em voga não é a decisão em si, pois em 2013 a união civil homoafetiva foi regulamentada no Brasil pelo Conselho Nacional de Justiça, mas o lugar e a forma como a mesma foi promulgada. Os EUA desde a sua fundação foram reconhecidos como uma nação livre, democrática, com Estados independentes e acima de tudo estabelecida sob a égide dos princípios morais e éticos do protestantismo, que por sua vez tem sua base na cultura judaico-cristã. O que nos chama atenção na pressão popular que resultou na sentença de ontem, foi a mudança abrupta na visão conservadora da nação. Segundo analistas, no início do século menos de 20% dos americanos aprovavam a união homoafetiva, hoje são mais de 60%. Essa mudança repentina não é um fenômeno ianque, mas uma tendencia mundial e não está atrelada apenas as questões da liberdade sexual.
          O dia 26 de junho de 2015 tornou-se histórico também pelo reconhecimento da legitimidade do Estado Palestino por parte do Vaticano, o que afronta diretamente a soberania do Estado de Israel. Reconhecer uma nação que dá suporte a grupos terroristas fundamentalistas que se especializaram em martirizar cristãos é no mínimo um contrassenso. Vale ressaltar que no mesmo dia aconteciam na França, Kuwait e Tunísia atentados ligados a tais grupos. Vemos claramente o desenho de um movimento mundial que tem  como alvo as tradições judaico cristãs, que fundamentaram a civilização e o pensamento ocidental. Tudo isso não é coincidência! O mundo está mudando de forma rápida e muitos estão desapercebidos. Um governo mundial pagão, que será o palco do anticristo está sendo montado.
          Li um artigo muito lúcido escrito pelo reverendo presbiteriano Leandro Lima (o link está no fim da reflexão). O autor faz uma leitura realista das mudanças que estão ocorrendo na sociedade contemporânea destacando a importância de analisarmos os novos paradigmas à luz das sagradas escrituras. Não podemos nos enganar, pois a luta do ativismo gay não é primariamente por mais direitos, mas é sim contra o pensamento, ou como dizem a ideologia cristã. Assim como a decisão do Vaticano não está focada no bem estar dos palestinos, mas sim numa clara ação contra Israel e contra sua soberania. Paralelo a tudo isso estamos vendo surgir a igreja apóstata, que muitos sempre consideraram ser a Igreja de Roma. Enganaram-se, pois a igreja adúltera é aquela que travestida de cristianismo se amolda a cultura, aos valores e a ideologia de um mundo sem Deus. Ela é composta por pseudo cristãos que em nome de um amor tolerante se levantam contra os princípios divinos renegando assim o verdadeiro amor. É triste observamos ditos cristãos apoiando causas antibíblicas em nome da tolerância e do bem comum. Uma igreja que perdeu o rumo, que perdeu a trilha de Jesus, deixando-se contaminar literalmente pelo colorido deste mundo.
          O que os inimigos de Cristo parecem não levar em consideração é o fato de que eles não estão lutando contra uma ideologia, nem contra um sistema filosófico. O nosso Deus vive e está a frente de Sua Igreja e como Ele mesmo proferiu: as portas do inferno se levantarão e cairão diante da Noiva do Cordeiro. Os verdadeiros cristãos precisam estar atentos, pois os dias que se aproximam são maus. Mas nada disso deveria ser novidade para nós, haja visto que tudo foi predito pelo próprio Cristo, como em Mateus 24 e também em vários outros textos bíblicos, como: 2ª Tessalonicenses 2, 2ª Pedro 3.... Os sinais dos tempos são marcados por um levante mundial contra o Cristo e Sua Igreja, por um crescimento da iniquidade, por turbulências mundiais e pelo estabelecimento da igreja apóstata. Portanto devemos fazer exatamente o que nos orienta as sagradas escrituras: É tempo de vigiar e orar, tempo de santificação e de evangelização. O noivo está à porta para buscar a sua noiva.

(https://www.facebook.com/revleandrolima/posts/1618596348425454:0).

domingo, 14 de junho de 2015

Ser Pastor!


Hoje comemora-se o Dia do pastor. Vivemos tempos onde a figura pastoral muitas vezes tem assumido nuances bem distintas daquelas mencionadas nas Sagradas Escrituras. Segundo a Palavra de Deus ser pastor não é profissão, meio de vida e muito menos empreendedorismo. O próprio Cristo definiu-se como o bom pastor, ressaltando que por isso daria a vida por suas ovelhas.  Meditando no Salmo 23 podemos definir melhor as características de um pastor que sacrifica a sua vida por amor ao rebanho do Senhor. Neste salmo encontramos as virtudes necessárias para que um pastor seja considerado um ministro segundo o coração de Deus.
Ama o rebanho do Senhor - No evangelho de João, capítulo 21, versículos 15 a 17, Jesus por três vezes pergunta a Pedro se ele o amava e todas as vezes o apóstolo repetiu que sim, sendo sempre   interpelado por Cristo a apascentar o seu rebanho. A maior manifestação de amor a Cristo que um pastor pode dar é apascentar as ovelhas do Bom Pastor.
Guia o rebanho do Senhor - O escritor americano Eugene Peterson, em seu livro O Pastor Segundo o Coração de Deus ressalta que a função mais importante de um guia espiritual é ouvir a direção de Deus e transmiti-la ao seu povo. Vemos que Moisés, o maior líder de todos os tempos depois de Cristo, orientou a nação de Israel durante a peregrinação no deserto, sempre buscando a orientação divina. Só Deus pode direcionar o Seu rebanho para o lugar certo.
Intercede pelo rebanho do Senhor - Assim como no item anterior, podemos usar o exemplo de Moisés, que de maneira eficaz representou o seu povo diante de Deus. Uma passagem que ilustra bem isso está em Êxodo 32:32. Naquela ocasião ele pede ao Senhor para perdoar e não destruir ao povo, do contrário que o seu nome fosse riscado do Livro da Vida. Tenho certeza que Deus se alegrou tremendamente com o líder que estava a frente da nação escolhida. 
Alimenta adequadamente o rebanho do Senhor - O Salmo 23 destaca que o pastor leva as suas ovelhas aos pastos verdejantes. Vivemos na geração do Fast food (comida rápida), onde tudo tem que ser para ontem. Infelizmente muitos líderes espirituais tem alimentado suas congregações com "comidas" requentadas, enlatadas e até vencidas. Em 2ª Timóteo 2:15, Paulo admoesta o jovem pastor a manejar bem a Palavra de Deus, ou seja, o sacerdote precisa dedicar tempo para estudar a Bíblia e outros livros que lhe auxiliem a  fornecer um alimento fresco e nutritivo para suas igrejas.
Leva refrigério ao rebanho do Senhor - Ainda no Salmo 23, lemos que o bom pastor leva seu rebanho as águas tranquilas e limpas.  No livro de Ezequiel, capítulo 47, encontramos a descrição da visão que o profeta teve das águas que saiam de debaixo do altar, inundavam o templo do Senhor e saneavam todos os lugares por onde passavam. Aquilo é uma ilustração da ação do Espírito Santo na vida da igreja. Portanto uma função primordial do pastor é conduzir o seu povo a presença de Deus, para que assim tenham o refrigério que precisam.
Auxilia o rebanho do Senhor nas adversidades da vida - Continuamos no Salmo 23, onde vemos o bom pastor acompanhar suas ovelhas até mesmo no vale da sombra da morte. Um pastor segundo o coração de Deus sempre está a disposição de seus discípulos para orientar, aconselhar, consolar, apascentar, etc.
Disciplina e corrige o rebanho do Senhor - No mesmo Salmo 23 encontramos o bom pastor conduzindo seu rebanho com o cajado e com o bordão, ambos instrumentos de disciplina. Como líderes espirituais precisamos saber a dose certa da correção, pois Deus não deseja ver seus filhos conduzidos por um ditador e nem por um líder permissivo. Devemos sempre disciplinar com amor e mansidão, visando sempre a restauração do cristão. "Porque o Senhor repreende aquele a quem ama, assim como o pai ao filho a quem quer bem". Provérbios. 3:12.
Somente os pastores que reúnem estas características estão aptos para conduzirem as ovelhas do Senhor para a terra prometida. A Palavra de Deus diz em 1ª Timóteo. 3: 1, que excelente obra almeja aquele que quer servir ao Senhor, também diz em Lucas. 12: 48 que a quem muito é dado, muito lhe será cobrado. Ser pastor é mais que ser empregado de uma congregação, é ser escolhido pelo próprio Deus para conduzir o rebanho que seu filho Jesus conquistou na cruz até a terra prometida.

segunda-feira, 18 de maio de 2015

DEUS NÃO TEM NETOS

Nos últimos anos, a igreja evangélica brasileira tem experimentado um crescimento expressivo. Vimos multiplicar denominações, templos e infelizmente, o nominalismo entre todas correntes protestantes. Mas, um fator também chama a atenção. Uma parte significativa dos filhos criados em lares evangélicos não permanecem na igreja após a saída da casa dos pais. Na verdade, muitos se afastam da fé ainda morando na casa paterna. Em boa parte dos casos esses jovens foram levados desde a mais tenra infância a escola dominical, sempre estiveram envolvidos em muitas atividades cristãs dentro e fora da igreja e mesmo assim abandonaram a fé praticante.
JOVENS SEM CRISTO

quinta-feira, 12 de março de 2015

Te Busquei!



Te busquei, porque me buscastes!
Te busquei no primeiro ato
No primeiro choro
No primeiro olhar
Nos primeiros passos
Ah, como te busquei!

Te busquei, porque me planejaste!
Te busquei em cada gesto de carinho
Em cada descoberta
Em cada mestre
Em cada brincadeira
Ah, como te busquei!

Te busquei, porque me formaste!
Te busquei em cada mudança
Te busquei na incompreensão
Te busquei chamando atenção
Te busquei no primeiro afeto
Ah, como te busquei!

Te busquei, porque me amaste!
Te busquei na independência
Na transcendência
Te busquei por vários caminhos
Te busquei sem Te encontrar
Ah, como te busquei!

Te busquei, porque me desejaste!
Te busquei em um novo lar
Em novos horizontes
Na religião, na filosofia e no espaço etéreo
Te busquei e pensei Te encontrar
Ah, como te busquei!

Te busquei, porque cuidaste de mim!
Te busquei em caminhos que me afastavam de Ti
E chorei, e sorri
E ganhei, e perdi
E cansado pensei em desistir
Ah, como te busquei!

Te busquei, porque ansiavas por mim!
Te busquei, porque preciso de Ti
Porque em mim tinha um vazio do tamanho de Ti
Te busquei, sem mais esperar Te encontrar
Te busquei, ainda assim Te busquei
Ah, como te busquei!

Te busquei, pois selaste o meu destino!
E em teu livro Te revelaste a mim
Te busquei e agradecido me surpreendi
Pois finalmente Te encontrei
Não na filosofia, nem na religião
Mas bem no íntimo, no mais profundo do coração.
Ah, eu Te encontrei!

Toda a busca fez sentido!
Para tão logo compreender que o homem nasce para Te buscar
Mesmo sem saber, em tudo anseia Te encontrar
Mesmo sem entender, de Ti quer se preencher
Dessa forma compreendi que nada faz sentido sem Ti
Ah, como compreendi!

Então, novamente Te busquei!
Não mais no desespero do abandono, mas na ânsia da completude
Pois agora sei que num dia, num belo dia, não mais Te buscarei
Pois eu habitarei contigo e Tu habitarás comigo
Tu me completarás e eu serei completo em Ti
Até lá Te buscarei, pois viver é Te buscar e Te buscar é viver!

domingo, 8 de março de 2015

O DIA INTERNACIONAL DA MULHER E A MULHER CRISTÃ

Hoje é comemorado o Dia Internacional da Mulher. As comemorações pela passagem da data vem crescendo ano após ano, entrando inclusive para o calendário do comércio, como uma ótima oportunidade de aumento nas vendas. Para o movimento feminista, o 8 de março é uma data histórica, marcada pela luta por direitos iguais entre homens e mulheres, além de ser um marco da resistência do ideal libertador, igualitário com profundas raízes nas revoluções comunistas. É Claro que não podemos menosprezar a data, pois existem várias conquistas relevantes em prol das mulheres, porém, é necessário que façamos a distinção entre correção de injustiças entre gêneros e o ideário comunista.
mulher cristã

domingo, 22 de fevereiro de 2015

Por que Devemos Dizer Não a Teologia da Prosperidade?


           

          Não é meu intuito discorrer com profundidade sobre todas as nuances que envolvem o tema. Espero contribuir com a Igreja do Cordeiro, que segundo a Santa Palavra é coluna e baluarte da Verdade, portanto como membros desse corpo devemos andar e viver na verdade.
          A Teologia da prosperidade é um movimento que tem sua origem nos EUA. Apesar de Kenneth Hagin (1917-2003) ser o seu maior propagador, sua origem remonta ao início do século XX com os ensinos de Essek W. Kenyon (1867-1948). Esse evangelista de origem metodista tornou-se pregador itinerante e teve suas ideias difundidas principalmente através do programa “Igreja no Ar”. Kenyon defendia que o ser humano era capaz de controlar o reino espiritual através da confissão positiva, principalmente no caso da cura de enfermidades.
          Porém o desabrochar dessa estranha teologia se deu com os ensinamentos de Hagin, que através de instrumentos como o Seminário Radiofônico da Fé, a revista Palavra da Fé, a Escola Bíblica por correspondência e o Centro de Treinamento Bíblico RHEMA, além de livros e fitas cassetes foi disseminado pela América e pelo mundo. Boa parte de sua obra foi cunhada no trabalho de Kenyon.
          Os conceitos defendidos e difundidos pelo “Evangelho da Prosperidade” consistem num ensino enfático sobre dízimos e ofertas como condições para o enriquecimento material do cristão; no emprego da confissão positiva, que afirma que a Bíblia promete prosperidade aos fiéis e que seus desejos podem ser alcançados pelo uso da palavra da fé, que uma vez confessada inevitavelmente se tornará realidade; no ensino de que a expiação de Cristo tem como objetivo principal levar o cristão a uma vida terrena de paz, saúde, felicidade e riqueza material, pois os cristãos possuem direito ao bem estar e por fim no ensino de que pobreza e doenças são maldições associadas ao pecado e que devem ser quebradas pelo uso da fé. Tais ensinamentos baseiam-se principalmente na aliança de Deus com os Judeus e em textos neotestamentários usados fora do contexto.
          No Brasil a Teologia da Prosperidade espalhou-se a partir dos anos 80, principalmente pelo advento das igrejas neopentecostais. Hoje encontramos igrejas envolvidas integral ou parcialmente no movimento em todos os segmentos evangélicos. Geralmente as igrejas da Teologia da Prosperidade dão pouca ou nenhuma ênfase ao ensino teológico ou a interação com as demais denominações evangélicas, mas priorizam projetos próprios que enfatizam a importância do espaço na mídia, da construção de grandes templos, da inserção de líderes no meio político, etc. Tudo isso é claro, conquistado principalmente através da manipulação financeira dos fiéis. Outra característica presente nas igrejas adeptas do movimento é a liderança centralizada e geralmente autocrática, onde o líder supremo decide por todos, pois foi ungido pelo Senhor, dessa forma suas decisões não podem ser questionadas
          A propagação da Teologia da Prosperidade no Brasil é um dos maiores, senão o maior fator que explica o crescimento quantitativo de evangélicos no país, o que a priori parece ser positivo, mas depois de uma reflexão mais acurada vemos que é ilusório. Somos mais de cinquenta milhões de evangélicos e não conseguimos fazer a diferença em nossa nação, pois a esmagadora maioria daqueles que frequentam os templos evangélicos vem atraídos pelas promessas desse falso evangelho e por isso não experimentam a verdadeira conversão, o verdadeiro nascimento, o que os impossibilita de fazer a diferença na sociedade. Além disso, esse crescimento vertiginoso aliado a inúmeros escândalos financeiros produziu na sociedade uma visão distorcida a respeito do movimento protestante. Para os descrentes, igrejas e pastores são sinônimos de negócios e estelionato.
          Outro fator que contribui para o crescimento dessa teologia consiste no uso de símbolos e de rituais sincréticos, principalmente pela ala neopentecostal. Somos um país de matiz indígena e africana, o que naturalmente nos torna místicos e tendenciosos ao sincretismo. Em cima disso a ala neopentecostal desenvolveu uma liturgia própria, sincrética e mesclada por rituais como “o corredor de sal” e pelo uso de símbolos como a “água ungida”, por exemplo. A simples fé torna-se capenga, sempre dependendo de um “Ídolo” para aflorar. Isso é abominável ao Senhor, pois é a profanação do santo culto.
          Talvez não possamos mencionar todos os prejuízos que esse movimento tem provocado na Igreja do Senhor, pois além de ser carente de uma teologia bíblica séria é antibíblico e por que não dizer satânico? Vejamos por que devemos dizer não ao “Evangelho da Prosperidade”:

·         Ensino distorcido sobre dízimos e ofertas – A Bíblia é clara em relação às contribuições e sempre aponta que as mesmas devem ser ministradas como ações de graça por tudo que o Senhor fez por nós. É verdade que por toda a Palavra encontramos promessas de bênçãos para aqueles que contribuem, mas estas devem ser consequências da fidelidade e da obediência do cristão e não frutos de sua motivação para prosperar.

·         Ênfase no enriquecimento material do cristão – Em nenhum lugar nas escrituras vamos encontrar respaldo para esse ensino, pois a riqueza não deve ser o objetivo do crente, nem tampouco sua motivação para conversão e contribuição. Deus é soberano e pode abençoar com a riqueza a quem desejar, mas jamais é intimidado por Sua Palavra a enriquecer todos os cristãos. Jesus foi enfático em suas criticas a riqueza, pois esta geralmente vem associada a avareza, a ganancia, a soberba...

·         Ensino da Confissão Positiva – Este ensino afirma que a Bíblia promete prosperidade aos fiéis e que seus desejos podem ser alcançados pelo uso da palavra de fé, que uma vez confessada inevitavelmente se tornará realidade. Aqui há uma séria inversão de valores, pois a soberania divina é substituída pela humana. O homem pelo uso da palavra de fé pode trazer à existência todas as bênçãos que estão no reino espiritual. O fato de Deus nos abençoar em todas as coisas não significa que Ele concederá tudo o que desejamos.

·         Ensino distorcido sobre a expiação de Cristo – Jesus morreu na cruz para reconciliar a humanidade com Deus e assim nos salvar da condenação eterna. A Teologia da Prosperidade reduz a expiação de Cristo a um meio para termos uma vida próspera de paz, saúde e abundancia e como consequência, no fim da vida seremos salvos. O objetivo principal do Salvador é remir nossas almas. O próprio Jesus nos ensinou que neste mundo passaríamos por aflições, mas que deveríamos permanecer firmes, mesmo em face da morte. Este ensinamento diabólico tem produzido uma “massa” de pseudo-cristãos consumistas que buscam a Cristo apenas em busca da satisfação de suas próprias necessidades.

·         Ensino de que pobreza e doenças são sinais de maldições e que devem ser quebradas através da fé – Apesar desse conceito nos ser agradável e até parecer correto, não é. É certo que tanto o estado de pobreza como as enfermidades podem ser provenientes da ação de demônios, mas não podemos generalizar, pois muitos homens e mulheres foram tremendamente usados por Deus mesmo em meio a escassez de recursos e a graves enfermidades. É lícito buscar a melhoria de vida através do trabalho e a cura através do uso da fé e da medicina, mas não devemos vincular tais coisas como sinal de benção ou maldição.

·         Pouca ou nenhuma ênfase ao ensino teológico – Essa é uma característica sempre presente no arraial do Evangelho da Prosperidade, pois seus ensinamentos são rasos e são facilmente refutados pelo ensino sério da teologia cristã. Geralmente os cursos oferecidos por estas instituições são de curta duração e estão voltados para o “modus operandi” da mesma. A maior parte das igrejas que disseminam essa teologia é pastoreada por leigos com títulos de teólogos, o que com certeza traz um prejuízo incalculável para sua membresia. Onde há conhecimento há libertação!

·         Produz isolamento denominacional – Uma parte das igrejas da Teologia da Prosperidade são independentes e autônomas (muitas oriundas de cismas em convenções históricas e pentecostais), enquanto outra é formada por uma estrutura de filiais (as neopentecostais). Existem também aquelas que estão dentro de convenções e que aplicam os princípios dessa teologia parcialmente. O isolamento é praticamente inevitável, pois o ensino e a prática da doutrina da prosperidade promovem uma inversão de valores eclesiásticos, pois o objetivo da igreja deixa de ser a implantação de um projeto do Reino de Deus para ser a disseminação de um projeto próprio, o cristão deixa de lutar pelo Reino para lutar pelo império da igreja.

·         Implantação de impérios pessoais – Essa é uma das características mais visíveis da ação do Evangelho da Prosperidade. A visão da igreja passa a ser mercantilista, o que muda o foco da salvação de almas para a obtenção de novos clientes. Isso vai se traduzir na luta pelos espaços na mídia, na política e na geografia para a construção dos mega templos. Esse trabalho será desenvolvido principalmente com o sacrifício da pregação da sã doutrina, pois o que importa agora é agradar a “clientela”, que consequentemente levará a exploração financeira dos fiéis, que além dos dízimos e ofertas serão levados cada vez mais a votos e sacrifícios financeiros com a promessa da prosperidade financeira, o que na maioria dos casos não passará de ilusão.

·         Instituição de uma liderança centralizada e geralmente autocrática – essa é outra característica pungente das igrejas pertencentes a esse movimento. Aquelas que são independentes e autônomas geralmente serão pastoreadas por um líder que ditará todas as coisas de maneira centralizada. Mesmo que haja uma liderança, esta é usada apenas como meio para a legitimação das decisões, haja vista que o líder maior não pode ser questionado, principalmente pelo fato dele ser o “ungido de Deus”. No caso das que funcionam como filiais, a liderança é exercida hierarquicamente, mas com todo o poder centralizado na cúpula. Desde os primórdios do cristianismo vemos que a liderança centralizada nunca é salutar, pois os homens são falhos. A Bíblia nos ensina que há sabedoria na multidão de conselheiros.

·         Uso de simbologias e rituais sincréticos – Com base na formação mística e sincrética do povo brasileiro as igrejas neopentecostais ampliaram a ação do evangelho da prosperidade, pois através de símbolos e rituais sincréticos, como a “água ungida” e o “corredor de sal”, por exemplo, atraíram para si uma multidão em busca de uma experiência mística e transcendental. Isso é abominável ao Senhor, pois é a profanação do santo culto. 

·         Difamação do Evangelho de Cristo – A Teologia da Prosperidade não afeta somente os que nela se baseiam, mas afeta o Corpo de Cristo como um todo. Hoje vemos como a imagem do cristianismo protestante tem sido desgastada por inúmeros escândalos, principalmente de ordem financeira. Na sociedade em geral quando se trata de igrejas e pastores, os sinônimos são empresa, ladrões, estelionatários, meio de vida, etc... E o pior, contemplamos o empobrecimento da mensagem poderosa do Evangelho, pois Deus foi transformado no gênio da lâmpada, sempre disposto a realizar nossos desejos.

                
          Tudo isso tem acontecido para que a Palavra de Deus se cumpra. A Bíblia diz que no fim dos tempos a apostasia se multiplicaria e que muitos abandonariam a fé genuína (2ª Tes. 2: 3 / 1ª Tim.4: 1). O cristão precisa se manter atento e assim como os crentes bereanos deve basear toda sua conduta na prática da Palavra de Deus, mesmo que isso desagrade nossa família, amigos e até líderes espirituais que abandonaram a fé genuína. Parafraseando o sermão pregado no primeiro domingo após o 11 de setembro, por Carter Conlor, pastor sênior da Times Square Church: “Fujam, fujam, fujam deles, fujam para salvar vossas almas!”. Conlon fazia uma analogia entre a fuga desesperada das pessoas no atentado do WTC e aqueles que estão em igrejas que vivem tal teologia. Não tenho outra coisa a lhe dizer. Se você se congrega em uma igreja que defende a Teologia da Prosperidade, FUJA, FUJA, FUJA DELA, FUJA PARA SALVAR A VOSSA ALMA.

sexta-feira, 13 de fevereiro de 2015

CONSELHOS PARA BLINDAR O CASAMENTO

Muitas vezes um casamento vai bem e acaba abalado por causa de uma terceira pessoa. Começa de maneira inocente e agradável, torna-se casa vez mais envolvente e por fim, traz complicações e prejuízos para muitas pessoas. Com a desculpa de que foi um acidente ou "um grande amor que surgiu", mas na verdade o que aconteceu foi a falta de vigilância no casamento. Não devemos ser ingênuos e pensar que isso só ocorre com os outros. Muita gente boa já caiu exatamente pela ingenuidade. Por isso, proteja o seu casamento. Veja algumas dicas:
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