sexta-feira, 25 de outubro de 2013

Uma Igreja Relevante


          Começo essa reflexão com a seguinte pergunta: O que sentiriam as pessoas descrentes que moram próximas a minha ou a sua congregação se as mesmas fechassem as portas? Com certeza existem várias respostas para essa indagação. Uns ficariam felizes, pois foi-se embora o barulho e a bagunça no trânsito, outros simplesmente não sentiriam falta alguma e alguns poucos poderiam até sentir saudades. O que está por trás dessa questão é:  Nossas igrejas são ou não relevantes no local onde estão inseridas?
          Estava a pouco lendo uma matéria sobre alguns motivos que estão afastando as pessoas da igreja. Foram destacadas quatro razões principais: a atitude de condenação presente na igreja; a falta de um ensino aberto ao dialogo e ao questionamento; a incoerência entre o que se prega e o que se vive e  a falta da centralização da pregação em Deus. Concordo em gênero, número e grau com essas observações, mas o problema vai mais longe.
          Estamos a seis dias do aniversário de 496 anos da Reforma Protestante e creio que assim como aconteceu com os pais do protestantismo precisamos nos voltar para uma reflexão mais acurada da Bíblia, principalmente no que diz respeito a identidade, visão e missão da Igreja do Cordeiro. Vários movimentos tem se levantado ao redor do mundo para abordar a necessidade da igreja como instituição ser relevante no ambiente em que está alocada. Dentre eles destaco a teologia do Evangelho Integral, que visa resgatar principalmente a missão da igreja como agente de transformação social.
          É claro que essa é uma tarefa extremamente árdua, pois a liturgia evangélica atual é totalmente voltada para o interesse daqueles que estão dentro do aprisco. O alvo de nossos cultos não são os descrentes, mas a membresia da congregação. É o sal tentando salgar o saleiro e a luz querendo iluminar embaixo do velador. Quando nos voltamos para o chamado de Cristo vemos que estamos andando completamente na contra-mão, haja vista, que Ele nos chamou para fora e não para dentro. Fomos salvos, redimidos, justificados, santificados e regenerados para influenciarmos a sociedade que não conhece a Cristo e essa influência só pode ocorrer se formos autênticos embaixadores do Reino de Deus. Dessa forma compreendo que a grande comissão é mais que uma convocação para ganhar almas e povoar o céu. É também um chamado para refletirmos a glória do Senhor no mundo caído e assim transformá-lo pelo poder do Evangelho.
          Desconheço outra forma de cumprimos essa missão que não seja através do serviço cristão. Deus serviu ao mundo através do sacrifício do seu único filho e espera que eu e você sirvamos aqueles que estão ao nosso redor com os talentos que Ele nos confiou. Quando servimos abnegadamente amamos, quando amamos refletimos o caráter de Deus ao mundo, quando o caráter divino é refletido na sociedade as pessoas vem a Cristo. Pense nisso e seja uma igreja relevante. Em relação a pergunta que fiz no inicio, acredito que se fizermos a diferença e servirmos aqueles que estão próximos a nós, com certeza faremos falta se deixarmos de existir. Grande abraço.

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