quarta-feira, 25 de dezembro de 2013

Jesus e o Natal


          Hoje é natal! Mas o que significa o natal? Nessa breve reflexão não pretendo discorrer sobre a minha concepção a respeito da data, até porque respeito aqueles que divergem da minha opinião. Porém gostaria de chamar atenção sobre a necessidade de praticarmos diariamente os valores propagados e difundidos pela ação do "espírito natalino". Sei que é um grande desafio, mas acredito que o natal pode se repetir 365 dias por ano através da aplicação prática dos valores da família, do perdão, da fraternidade e da verdadeira espiritualidade.
          Em relação aos símbolos da festa natalina (árvore de natal, papai noel, ceia, etc.) não vejo nenhuma correlação com o nascimento do Cordeiro de Deus. Creio que o verdadeiro sentido desse momento deve orbitar na importância da unidade familiar, na prática abnegada do perdão, na fraternidade entre as pessoas sem nenhum tipo de distinção ou discriminação e acima de tudo na relevância do nascimento, da vida, da morte e da ressurreição Daquele que veio ao mundo para reconciliar a humanidade com o Criador.
          Nesse período as famílias se confraternizam em torno da lembrança do nascimento do menino Jesus, o que é muito bom, porém é salutar que as famílias continuem unidas todos os dias praticando o perdão, o companheirismo, a fraternidade e o diálogo e que mesmo em meio as lutas e dificuldades sempre possam lembrar da mensagem de esperança do carpinteiro de Nazaré.
          Outra mensagem propagada nesses dias é o perdão. Essa nobre atitude deve permear nosso viver o ano todo, pois é a condição primordial para recebermos o perdão divino. O Messias nos ensinou que perdoar não é uma característica do fracos, mas sim dos fortes, que a despeito das ofensas sempre estão dispostos a liberar o perdão, mesmo quando for necessário perdoar o irmão 490 vezes num único dia.
          A fraternidade é outro tema que está em alta nesse período, infelizmente nos deparamos com uma realidade bem diferente, pois, vemos que o homem tem trilhado o caminho do egoísmo, da discriminação, da violência, da ganância e de tantas outras mazelas que assassinam qualquer vislumbre do amor fraterno. Precisamos parar e pensar, para compreendermos que não somos ilhas e que por mais que tenhamos recursos intelectuais e materiais em abundancia sempre precisaremos uns dos outros.
          Porém a maior enfase natalina gira em torno do nascimento de Cristo. É interessante notar que o chamado do Evangelho não é para que Ele nasça em nós, mas para que nasçamos Nele, para uma nova vida; uma vida transformada. Enfatizo que não vejo problema algum em comemorar o nascimento de Jesus numa data que sabemos que não é a correta, pois o que vale é a intenção. O grande problema é esquecer-se do Messias nos outros 364 dias do ano. O senhor não quer uma legião de fãs que lembrem-se Dele esporadicamente, mas anseia por discípulos que façam dos seus ensinamentos um estilo de vida. É indispensável que Jesus esteja presente diariamente em nossas vidas através da poderosa mensagem do evangelho.
          Que a partir de hoje possamos viver o natal todos os dias, celebrando com Deus o verdadeiro sentido da vida, da família, do perdão e da fraternidade entre os povos, pois esse foi o motivo do nascimento, da vida, da morte e da ressurreição de Jesus Cristo. Dessa forma alegraremos o Seu coração e viveremos o verdadeiro sentido da Sua pregação. Que Deus possa continuar abençoando você e sua família sempre, grande abraço.
       

sexta-feira, 25 de outubro de 2013

Uma Igreja Relevante


          Começo essa reflexão com a seguinte pergunta: O que sentiriam as pessoas descrentes que moram próximas a minha ou a sua congregação se as mesmas fechassem as portas? Com certeza existem várias respostas para essa indagação. Uns ficariam felizes, pois foi-se embora o barulho e a bagunça no trânsito, outros simplesmente não sentiriam falta alguma e alguns poucos poderiam até sentir saudades. O que está por trás dessa questão é:  Nossas igrejas são ou não relevantes no local onde estão inseridas?
          Estava a pouco lendo uma matéria sobre alguns motivos que estão afastando as pessoas da igreja. Foram destacadas quatro razões principais: a atitude de condenação presente na igreja; a falta de um ensino aberto ao dialogo e ao questionamento; a incoerência entre o que se prega e o que se vive e  a falta da centralização da pregação em Deus. Concordo em gênero, número e grau com essas observações, mas o problema vai mais longe.
          Estamos a seis dias do aniversário de 496 anos da Reforma Protestante e creio que assim como aconteceu com os pais do protestantismo precisamos nos voltar para uma reflexão mais acurada da Bíblia, principalmente no que diz respeito a identidade, visão e missão da Igreja do Cordeiro. Vários movimentos tem se levantado ao redor do mundo para abordar a necessidade da igreja como instituição ser relevante no ambiente em que está alocada. Dentre eles destaco a teologia do Evangelho Integral, que visa resgatar principalmente a missão da igreja como agente de transformação social.
          É claro que essa é uma tarefa extremamente árdua, pois a liturgia evangélica atual é totalmente voltada para o interesse daqueles que estão dentro do aprisco. O alvo de nossos cultos não são os descrentes, mas a membresia da congregação. É o sal tentando salgar o saleiro e a luz querendo iluminar embaixo do velador. Quando nos voltamos para o chamado de Cristo vemos que estamos andando completamente na contra-mão, haja vista, que Ele nos chamou para fora e não para dentro. Fomos salvos, redimidos, justificados, santificados e regenerados para influenciarmos a sociedade que não conhece a Cristo e essa influência só pode ocorrer se formos autênticos embaixadores do Reino de Deus. Dessa forma compreendo que a grande comissão é mais que uma convocação para ganhar almas e povoar o céu. É também um chamado para refletirmos a glória do Senhor no mundo caído e assim transformá-lo pelo poder do Evangelho.
          Desconheço outra forma de cumprimos essa missão que não seja através do serviço cristão. Deus serviu ao mundo através do sacrifício do seu único filho e espera que eu e você sirvamos aqueles que estão ao nosso redor com os talentos que Ele nos confiou. Quando servimos abnegadamente amamos, quando amamos refletimos o caráter de Deus ao mundo, quando o caráter divino é refletido na sociedade as pessoas vem a Cristo. Pense nisso e seja uma igreja relevante. Em relação a pergunta que fiz no inicio, acredito que se fizermos a diferença e servirmos aqueles que estão próximos a nós, com certeza faremos falta se deixarmos de existir. Grande abraço.

sexta-feira, 27 de setembro de 2013

Liberdade Financeira


          Nos últimos dias participei de um treinamento Crown na Igreja Batista de Manaíra em João Pessoa-PB. Já conhecia a algum tempo esse ministério e o excelente trabalho desenvolvido pela UDF (Universidade da Família), mas ainda não havia participado de nenhum de seus seminários. Através de ministrações dinâmicas e profundas percebi o quanto a Igreja está aquém dos princípios bíblicos relacionados a dinheiro e a administração de recursos e que por isso tem permanecido nas garras de Mamon.
          São seminários de curta duração que objetivam através da exposição aos princípios bíblicos, da reflexão e do debate em grupo levar os cristãos não somente ao conhecimento, mas ao exercício prático dos ensinamentos sagrados. Por incrível que pareça a Bíblia se refere 2350 vezes ao dinheiro, norteando praticamente todos os aspectos relacionados ao tema. Através dos cursos compreendemos melhor o papel que o Senhor deve ter em nossa vida financeira; o que as dívidas representam para uma família; a diferença entre desejo e necessidade; a importância da compreensão da doutrina do contentamento e outras lições excepcionais.
          Estou mais que convencido que a Igreja contemporânea precisa encarar algumas realidades de frente. Dentre as quais destaco o ensino sobre finanças à luz das escrituras sagradas. Como líderes cristãos precisamos preparar e equipar os discípulos do Senhor com as ferramentas que o altíssimo tem colocado à nossa disposição. Não podemos mais simplesmente ignorar a urgência e o sofrimento que o Corpo de Cristo tem passado pelo não conhecimento e pela consequente negligencia na prática de princípios fundamentais.

sexta-feira, 26 de julho de 2013

A Arte de Mentorear

         
          O termo mentoria tem sido muito usado em nosso dias, mesmo que boa parte daqueles que dele fazem uso desconheçam do que se trata. Essa função é desenvolvida em todos os segmentos da sociedade, podendo ser aplicada de forma casual ou não. Segundo o dicionário mentoria é: "Ser responsável pela idealização ou pelo planejamento de alguma coisa, para cuja execução influencia o comportamento de outrem".  
          O sentido espiritual desse exercício é um pouco mais amplo, pois a influência vai além do incentivo as conquistas materiais, compreendendo o próprio estilo de vida e comportamento. Desde os primórdios vemos a importância da mentoria na formação do homem e que sem essa ferramenta o desenvolvimento pessoal torna-se mais lento e precário. Hoje, principalmente no meio evangélico, observamos vários líderes que se auto-intitulam mentores, mas que não primam verdadeiramente pelo amplo crescimento de seus discípulos, pelo contrário amealham um grupo de seguidores com o simples objetivo de satisfazer os seus desejos pessoais. Isso não é mentoria! É despotismo! 
          O verdadeiro mentor é aquele que usa sua experiencia de vida para orientar e influenciar aqueles que estão dando os primeiros passos em qualquer empreendimento. Exerce a função de um pai que acima de tudo anseia por ver o desenvolvimento pleno do seu filho, de um mestre que vê no seu pupilo a perpetuação do seu legado. O Apóstolo Paulo nos deu um belo exemplo dessa missão, através do discipulado dado ao jovem Timóteo. Tal exemplo levou aquele rapaz inexperiente ao ápice do sacerdócio, desfrutando de um crescimento maravilhoso em todas as áreas de sua vida.
          Assim como Timóteo, todos nós precisamos de alguém que exerça influência e autoridade sobre as nossas vidas, pois com certeza isso tornará a nossa caminhada mais segura e próspera. Aqueles que se submetem a mentoria de líderes experientes, sóbrios, sábios e acima de tudo servos de Cristo, com certeza irão mais longe e no futuro também poderão usar seus exemplos de vida para abençoar a outros. Não importa a sua área de atuação, procure alguém mais experiente e de confiança para mentorear você e veja os grande benefícios de trilhar caminhos desconhecidos com a orientação de quem já passou por eles.

domingo, 7 de julho de 2013

Vazio Interior


          Em nenhum momento da história tivemos à nossa disposição tanto lazer e entretenimento como nos dias atuais. Em contrapartida vivemos na era dos antidepressivos e da depressão como a "doença do século", ou seja, estamos diante de um verdadeiro paradoxo. Nunca compreenderemos esse fenômeno se não o analisarmos à luz da escrituras sagradas. O panorama bíblico mostra que quanto mais o homem afasta-se do Criador e se acerca de ilusões e fantasias, mais aumenta o seu vazio interior.
          Quando penso nesse assunto gosto de estabelecer o jogo quebra-cabeça como um paralelo, pois, Deus ao formar o homem, o fez propositalmente com um espaço que só pode ser preenchido com a Sua presença, um vácuo do tamanho do Altíssimo. Dessa forma só encontraremos a paz e a tão sonhada felicidade quando permitimos a entrada do divino em nossa existência.
          Jesus nos afirma no capítulo quinze, versículo cinco do evangelho de João que sem Ele nada podemos fazer, o que nos leva a um estado de constante dependência. Muitos podem encarar isso como o tolhimento da liberdade humana, mas na verdade é o contrário, pois, só gozaremos da plena liberdade quando estivermos vivendo a desejada vida abundante. Esse nível de felicidade e de qualidade de vida só pode ser alcançado com a solução do vazio interior.
          Somente em Cristo temos a possibilidade de preenchermos o espaço que há dentro de nós, de experimentarmos uma vida com propósito. O mundo que está ao nosso redor não tem sentido em si mesmo, tendo em vista que todas as coisas que fazemos, mesmo as mais simples precisão ter significado e essa razão de ser só é possível através de uma vida dentro propósito em Deus. 

quinta-feira, 6 de junho de 2013

A Arte de Recomeçar


          Recomeçar é uma arte, pois, a vida nos apresenta uma série de situações que por vezes nos obrigam a iniciar novamente a caminhada. A maioria de nós em algum momento olha para os lados, faz uma reflexão e compreende que é necessário dar um passo mais ousado ou até mesmo voltar e começar tudo de novo. Sempre me inspiro em personagens bíblicos e vários precisaram encarar o recomeço. Como exemplo poderia citar uma lista, mas vou me deter a Moisés. Li certa vez uma frase e achei muito interessante. Ela dizia: "Moisés passou quarenta anos pensando ser alguém, depois mais quarenta descobrindo que não era ninguém e por fim encarou os últimos quarenta sendo um ninguém usado por Deus". Uma abordagem perfeita acerca do patriarca hebreu.
          Este grande líder de Israel passou por dois recomeços, para enfim cumprir o propósito de Deus para sua vida. Primeiro, depois de viver na abundancia, como neto do faraó, se vê obrigado a fugir por ter matado um egípcio e passa a viver no deserto pastoreando ovelhas. Após quarenta anos tem um encontro com Deus e assim vem o segundo recomeço. Deixa então os campos para conduzir os israelitas no êxodo do Egito. É bem verdade que várias pessoas encaram um novo começo apenas como um sinal de derrota, fracasso ou falta de perseverança. Engana-se quem pensa que a vida é uma corrida de cem metros rasos, pelo contrário, é uma maratona com obstáculos por todo o percurso.
           Já precisei recomeçar mais de uma vez e agradeço ao Senhor por cada uma dessas oportunidades. Através delas pude compreender a Sua vontade, corrigir a rota e prosseguir na caminhada, além de ter aprendido valiosas lições, que uso para alcançar a maturidade e procuro compartilhar para abençoar a vida do próximo. Gosto da frase: "pior que errar, é permanecer no erro." Somos seres humanos aprisionados a uma natureza caída e pecaminosa, por isso erramos, mas devemos encarar esses momentos como oportunidades para reescrevermos a nossa história.
         Rejeite a condenação da culpa ou a mediocridade do desânimo, pelo contrário, levante-se e busque em Deus forças para sair do chão. Lembre-se do que está escrito no salmo 145, verso 14: "O Senhor sustenta a todos os que caem, e levanta a todos os abatidos". Com certeza Deus tem uma bela história para escrever através de sua vida. Aprenda com os erros e jamais despreze a graça de recomeçar. Infelizmente nem todos são bem sucedidos nessa arte, pois se deixam vencer pelos medos e obstáculos, perdendo assim a magnifica oportunidade de vivenciarem o propósito divino em sua plenitude. 


quinta-feira, 16 de maio de 2013

O Despertar de Uma Ditadura


         Na aurora do século XXI vemos no Brasil o despertar da ditadura esquerdista/gay, que assim como todo regime autoritário, visa vitimar em primeiro lugar a liberdade de expressão. Com a ascensão do PT ao governo temos visto com espanto, o uso da máquina pública para o cerceamento da imprensa e para a promoção de um sistema de valores que confrontam diretamente a família e a nossa formação predominantemente cristã. Em mais um capítulo dessa história grotesca assistimos o Conselho Nacional de Justiça afrontar a própria Constituição Federal e usurpar a função do Congresso Nacional ao exigir que os cartórios do Brasil oficializem o casamento gay, matéria que é de competência do legislativo brasileiro.
           Os ativistas logo bradarão que no Congresso uma matéria assim não passa. Então por que não aceitam um plebiscito nacional com o objetivo de arguir cada brasileiro sobre a sua opinião sobre o assunto? Não, preferem por meio de atos nada republicanos ou democráticos obrigar a nação a aceitar um comportamento que por formação moral e religiosa, a mesma rejeita. Se isso não for ditadura então o que é? Não aceitam dialogar, antes querem calar e perseguir todos aqueles que pensam de maneira diferente.
          Vemos exemplos claros dessa perseguição e tentativa de intimidação nos casos recentes envolvendo o Pr Marco Feliciano, que foi eleito de forma legítima para presidir a CDHM da Câmara e queriam a força destitui-lo da função, depois tivemos o caso da cantora Joelma que emitiu uma opinião em relação ao comportamento homossexual e logo foi alçada a inimiga da turma LGBT e ontem a mais nova vítima foi a ex-senadora Marina Silva, que numa palestra em Recife emitiu sua opinião sobre o caso Feliciano, disse que não achava o mesmo qualificado para a função, mas que toda essa perseguição contra o parlamentar não era por esse mérito e sim por questões morais e religiosas, ou seja, a verdade. Veja no link a seguir que está sendo usado pelos ativistas LGBT para perseguir a ex-senadora (http://www.geledes.org.br/em-debate/colunistas/18737-marina-silva-morreu-abracada-a-feliciano). Querem calar e intimidar todos os que pensam de forma diferente.
          Quando analisamos o que está acontecendo por meio de um prisma bíblico, sabemos que é necessário que tudo isso aconteça, mas, ainda acredito que como cristãos não podemos perder a nossa capacidade de protestar e de defender a nossa fé, mesmo que isso nos custe a liberdade ou a própria vida. As pessoas tem o livre arbítrio, ou seja, tem o direito de escolher o caminho por onde devem trilhar, mas isso não lhes dá o direito de impor a sua conduta e forma de pensar aos demais. Temos aí, ante os nossos olhos, projetos e ações travestidos de políticas públicas que tem como objetivo principal a destruição da família e a anarquização do Estado. Como exemplo destaco a seguir um breve comentário sobre o PL 122/06 e o Kit Gay :

PL 122/06 - Projeto que criminaliza a "homofobia". Termo criado pelos ativistas gays para tratar as pessoas que discordam de suas práticas e do seu discurso. Este projeto de lei visa punir aqueles que discriminarem alguém por ser homossexual. Como argumento os ativistas manipulam dados e mostram que os homossexuais são a classe mais perseguida e marginalizada da nação e por isso precisam de uma lei específica que os proteja. Por trás o que há na verdade é o tolhimento da liberdade de expressão. Segundo o texto da lei, a própria Bíblia precisa ser revista, pois é considerada um livro "homofóbico". Outro fator que a legislação trás em seu bojo é a criminalização da opinião. Ninguém poderá se posicionar contra a prática do homossexualismo, sob pena de ser preso por discriminação. Num país que se critica o presidente, os parlamentares, os líderes religiosos e etc... ninguém poderá tecer nenhum comentário sobre a turma LGBT.

KIT GAY - Cartilha confeccionada pelo Ministério da Educação para ser distribuída nas escolas públicas brasileiras com o objetivo de educar as crianças, adolescentes e jovens sobre o combate a homofobia. Na verdade o material como podemos ver no vídeo a seguir é um incentivo ao homossexualismo e ao erotismo infantil. Um verdadeiro absurdo. (http://www.youtube.com/watch?v=qXK9zSg_fFE).

          Por fim volto ao início. No último dia 14 o CNJ - Conselho Nacional de Justiça afrontando a Carta Magna do nosso país e usurpando a função do Congresso Nacional baixou uma resolução que obriga os cartórios do Brasil a  realizarem o casamento civil de pessoas do mesmo sexo. Vale lembrar que em 2011 o STF usando do mesmo estratagema reconheceu a união estável entre casais do mesmo sexo. Naquela ocasião os defensores da ideia alegaram que os casais homo afetivos precisavam ter os mesmos direitos que os hétero afetivos, o que diga-se de passagem não sou contra, pois se um casal gay constrói um patrimônio juntos e um dos dois morre, o lógico é que os bens fiquem para o outro. Mas agora qual será a alegação?  O que vejo é a imposição do pensamento e do posicionamento de uma minoria sobre os demais cidadãos brasileiros. Destaco a seguir um artigo do Reinaldo Azevedo sobre o assunto:
          Independentemente de qualquer coisa a autonomia e a independência dos poderes deve ser respeitada. Não podemos admitir que o Poder Judiciário, que como função deve fiscalizar e exigir o cumprimento da lei, outorgue a si mesmo o direito de criar a lei, pois isso é função do Poder Legislativo. O Congresso é a representação legítima do povo e dos seus anseios, pois os que estão lá foram colocados pelo povo e para o bem do povo. Dessa forma acredito que essa constate subversão de papéis vai criar uma paradigma para atos de violação ao Estado de Direito, o que é a base de todo sistema autoritário.
          Em decisão tomada hoje a CNBB também se posicionou sobre o tema, veja o link a seguir: (http://www1.folha.uol.com.br/cotidiano/2013/05/1279706-cnj-nao-tem-competencia-para-decidir-sobre-casamento-gay-diz-cnbb.shtml). Infelizmente a Igreja Evangélica Brasileira tem preferido a omissão, com várias exceções é claro. Creio que devemos ter o ímpeto de Lutero e a firmeza de Calvino, pois quer queiramos ou não, essas decisões mais cedo ou mais tarde, confrontarão a nossa fé e a nossa família. Precisamos acabar com esse pseudo combate entre religiosos e homossexuais, pois isso não existe. O que realmente está por trás é a manipulação esquerdista que em conluio com os ativistas LGBT trabalhão arduamente para estabelecer uma cultura subversiva e destrutiva em nosso amado Brasil. Acorda Igreja!
   

quarta-feira, 8 de maio de 2013

Chamados para a Missão Integral


          Quando falamos em missão no segmento evangélico, logo nos vem a mente a tarefa que nos foi confiada por Cristo, ou seja entendemos por missão à propagação do Evangelho da salvação. Isso não está errado, mas a compreensão do termo é muito mais ampla. Antes de nos comissionar para semearmos as boas novas, Cristo nos chamou para experimentá-las. Somente posso testemunhar a respeito daquilo que conheço. Fazer a obra de Deus está intrinsecamente ligado a ser a obra de Deus em toda sua plenitude. 
          Quando aceitamos ao Messias como Senhor e Salvador de nossas vidas ocorre em nós uma transformação muito profunda e passamos da condição de escravos do diabo para a de filhos do Pai eterno,o que consequentemente levará todas as áreas de nossa vida a uma intensa mudança. Essa metamorfose espiritual redefinirá a nossa escala de prioridades, além de nos conduzir a uma existência com propósito. Ai está a chave que destrava a compreensão, pois a missão integral só poderá ser desenvolvida por aqueles que vivem sob a perspectiva espiritual correta.
          É muito comum em nosso meio estabelecermos a divisão do que fazemos entre secular e espiritual, mas, quem está edificado sob a égide do chamado integral vive o evangelho de maneira plena, ou seja, compreende que a comissão do Emanuel implica em ser e fazer a obra. Explicando melhor; Deus nos chamou com o objetivo de nos reconciliar com Ele e assim restaurar todas as áreas de nossa existência, o que consequentemente nos levará a sermos testemunhas vivas do Seu poder, dessa forma possibilitaremos ao próximo a experiencia da salvação. Não há como dissociar, como pregar uma transformação que não experimentamos.
          A obra da salvação ao atingir todas as nuances de nossa vida nos levará a ser cristãos, pais, mães, filhos, esposos, esposas, patrões, empregados, profissionais, pastores, cantores, etc.. segundo o coração de Deus e isso servirá de testemunho para aqueles que estão ao nosso redor. Assim cumpriremos o chamado em sua plenitude. Em todos os níveis de relacionamento, tanto familiares quanto sociais, levaremos aos perdidos mais que palavras, mas o exemplo e a testificação de que Cristo vive em nós e através de nós.

quarta-feira, 24 de abril de 2013

Mais Relacionamento, Menos Religiosidade


          Quando contemplamos o sacrifício de Cristo podemos dimensionar o tamanho do seu amor. Segundo o Apóstolo Paulo, tudo se justifica pelo enorme anseio de Deus em reconciliar a humanidade consigo mesmo. Reconciliação fala de restauração de relacionamento, sendo assim, entendo que o objetivo máximo do Pai ao entregar o Filho, foi se reaproximar de cada um de nós. Deus quer resgatar a intimidade perdida no Éden. O próprio Jesus exemplificou isso, através da parábola da videira, enfatizando que os galhos só subsistem se ligados à planta e que sem Ele nada poderíamos fazer.
          Como então podemos construir um verdadeiro relacionamento com o Eterno? Da mesma forma que edificamos uma amizade com o nosso próximo, ou seja, através do diálogo e do tempo dispensados um ao outro. A religião, termo do latim "religare" que significa religar o homem a Deus, nasceu com essa finalidade, mas, pela ação dos homens foi perdendo seu significado e transformando-se em um simples conjunto normativo de práticas e tradições, que por fim só envenena a alma humana sedenta pela Água da vida. A verdadeira religião brota de um relacionamento legitimo com o Senhor e só pode ser edificado através da oração e do conhecimento da Santa Palavra.
         Quando conhecemos o Pai assim como Jó o conheceu, com os olhos da experiência vivida, entramos numa nova dimensão de fé, onde em primeiro lugar descobrimos o sentido de nossas vidas e o propósito pelo qual existimos. Além disso, passamos a enxergar a realidade pelo ponto de vista da eternidade, o que com certeza nos levará a viver com mais responsabilidade, sempre na perspectiva de que a vontade soberana do Criador se estabeleça em nós.
          É claro que o Pai sabe que a distância entre o discurso filosófico e a prática é enorme, por isso não lançou essa grande responsabilidade apenas sobre os nossos ombros, mas nos enviou o Consolador com a missão de nos levar a desfrutar da intimidade divina. O Espírito Santo é o nosso ajudador, pois é aquele que nos conhece melhor que nós mesmos, nos ajuda nos momentos sombrios e intercede por nós com gemidos de amor e compaixão. O Pr Benny Hinn em seu livro "Bom dia Espírito Santo" aborda esse tema de um ponto de vista precioso, pois, a essência da Trindade está Nele e Ele está entre nós, sempre a nossa disposição, pronto para ser bem mais que um escape nas horas de angústia, mas um amigo presente.
          Essa compreensão nos leva diretamente à vida abundante prometida por Jesus, aos rios de água viva que devem fluir do nosso interior e à paz que excede a todo entendimento. Esse é o jugo suave e o fardo leve que o Messias anseia por trocar pela pesada bagagem da religiosidade e do pseudo-espiritualismo que insistimos em levar sobre as nossas costas. Ele está vivo e está pertinho de você. Fale com Ele agora e descubra a nova vida que espera por você.

sexta-feira, 29 de março de 2013

Resgatando a Páscoa Judaico-Cristã


          Não é meu objetivo traçar um estudo teológico nas próximas linhas, mas simplesmente discorrer sobre a visão bíblica a respeito do sentido da páscoa, tanto no prisma judaico, quanto no cristão. É do conhecimento de todos que o estabelecimento dessa festividade se deu no êxodo do povo de Israel, quando lutavam pela liberdade no Egito. Naquela ocasião pelo advento da última praga; a morte dos primogênitos. Deus ordenou a Moisés que orientasse o povo a respeito do significado de tudo aquilo que estava acontecendo, desde a morte do cordeiro até a saída do povo em direção ao deserto, passando pelo livramento dado aos primogênitos dos judeus. Aquele ritual deveria ser lembrado por todas as gerações perpetuamente.
          Para os hebreus a Páscoa é uma lembrança do livramento do Senhor na noite do Êxodo e deveria ser comemorada em Abibe, primeiro mês do calendário judaico. Naquele mês, do 14º ao 21º dia, o povo de Israel comeria pães asmos e ervas amargas; se absteria de comidas com fermento e não trabalharia, exceto na preparação dos alimentos. Além disso, tanto no primeiro quanto no último dia haveria santa convocação.
          Para os cristãos essa festa tem o mesmo significado, mas com um prisma diferente, pois representa o sacrifício do Cordeiro de Deus na cruz do calvário, tendo como objetivo a libertação da humanidade do cativeiro do pecado. O que mais me chama atenção nesses dois ângulos é o significado dos símbolos usados na cerimônia, pois temos:
  1. O cordeiro Pascal - Que representa a Cristo, que foi sacrificado para que todos nós fossemos libertos da escravidão do pecado.
  2. O primeiro mês do ano - A salvação para o cristão sempre deve ter a primícia sobre as demais coisas.
  3. A santa convocação - Para o cristão significa a lembrança constante do preço que foi pago pela sua libertação. Devemos não somente lembrar solenemente, mas cuidar e valorizar diariamente o precioso presente que nos foi dado por Deus.
  4. O jejum do fermento - Essa alusão é interessante, pois o fermento simboliza ilusão, falsidade, engano e mentira. O cristão verdadeiro não se deixa mais iludir pelos encantos desse mundo.
  5. Os pães asmos e as ervas amargas - Simbolizam as dificuldades da caminhada cristã. O próprio Jesus nos advertiu sobre o preço que o ser humano paga por escolher andar ao seu lado, mas por outro lado, se comparamos aos benefícios que recebemos, o custo será irrelevante.
  6. Os sete dias sem trabalho - Representam o período que todo aquele que é cristão deve separar para dedicar-se a Deus. Quando vemos à alusão divina ao Sabbath judaico (dia de descanso) devemos compreender que o Senhor não precisava descansar na criação, mas o fez para que o homem compreendesse que é necessário separar um dia na semana para dedicar-se ao Criador.
          Assim vemos que a páscoa judaica é a sombra da páscoa cristã e que de maneira alguma perdeu seu significado e importância, pelo contrário, em Cristo o Pessach encontrou o seu verdadeiro sentido. Antes de terminar gostaria de tecer um comentário sobre a descaracterização dessa festa tão importante, pois na sociedade atual o sentido verdadeiro da páscoa se esvaiu dando vazão para símbolos comerciais que em nada representam o que Jesus fez por nós.




quarta-feira, 13 de março de 2013

O Bom Pastor


          Certa vez Jesus definiu-se como o bom pastor, ressaltando que por isso daria a vida por suas ovelhas.  Meditando no Salmo 23 podemos destacar as virtudes de um pastor segundo o coração de Deus. Segundo a Bíblia o sacerdote que cumpre com fidelidade ao seu chamado precisa:

1. Amar o rebanho do Senhor - No evangelho de João, capítulo 21, versículos 15 a 17, Jesus por três vezes pergunta a Pedro se ele o amava e todas as vezes o apóstolo repetiu que sim, sendo sempre   interpelado por Cristo a apascentar o seu rebanho. A maior manifestação de amor a Cristo que um pastor pode dar é apascentar as ovelhas do Bom Pastor.

2. Guiar o rebanho do Senhor - O escritor americano Eugene Peterson, em seu livro O Pastor Segundo o Coração de Deus ressalta que a função mais importante de um guia espiritual é ouvir a direção de Deus e transmiti-la ao seu povo. Vemos que Moisés, o maior líder de todos os tempos depois de Cristo, orientou a nação de Israel pela peregrinação no deserto sempre buscando a orientação divina. Só Deus pode direcionar o Seu rebanho para o lugar certo.

3. Interceder pelo rebanho do Senhor -  Assim como no item anterior, podemos usar o exemplo de Moisés, que de maneira eficaz representou o seu povo diante de Deus. Uma passagem que ilustra bem isso está em Êxodo 32:32. Naquela ocasião ele pede ao Senhor para perdoar e não destruir ao povo, do contrário que o seu nome fosse riscado do Livro da Vida. Tenho certeza que Deus se alegrou tremendamente com o líder que estava a frente do Seu povo.

4. Alimentar adequadamente o rebanho do Senhor - O Salmo 23 destaca que o pastor leva as suas ovelhas aos pastos verdejantes. Vivemos na geração do Fast food (comida rápida), onde tudo tem que ser para ontem. Infelizmente muitos líderes espirituais tem alimentado suas congregações com "comidas" requentadas, enlatadas e até vencidas. Em 2ª Timóteo 2:15 Paulo admoesta o jovem pastor a manejar bem a Palavra de Deus, ou seja, o sacerdote precisa dedicar tempo para estudar a Bíblia e outros livros que lhe auxiliem a  fornecer um alimento fresco e nutritivo para suas igrejas.

5. Levar refrigério ao rebanho do Senhor - Ainda no Salmo 23, lemos que o bom pastor leva seu rebanho as águas tranquilas e limpas.  No livro de Ezequiel, capítulo 47 encontramos a descrição da visão que o profeta teve das águas que saiam de debaixo do altar, inundavam o templo do Senhor e saneavam todos os lugares por onde passavam. Aquilo é uma ilustração da ação do Espírito Santo na vida da igreja. Portanto uma função primordial do pastor é conduzir o seu povo a presença de Deus, para que assim tenham o refrigério que precisam.

6. Auxiliar o rebanho do Senhor nas adversidades da vida - Continuamos no Salmo 23, onde vemos o bom pastor acompanhar suas ovelhas até mesmo no vale da sombra da morte. Um pastor segundo o coração de Deus sempre está a disposição de seus discípulos para orientar, aconselhar, consolar, apascentar, etc.

7. Disciplinar o rebanho do Senhor - No mesmo Salmo 23 encontramos o bom pastor conduzindo seu rebanho com o cajado e com o bordão, ambos instrumentos de disciplina. Como líderes espirituais precisamos saber a dose certa da correção, pois Deus não deseja ver seus filhos conduzidos por um ditador e nem por um líder permissivo. Devemos sempre disciplinar com amor e mansidão, visando sempre a restauração do cristão. "Porque o Senhor repreende aquele a quem ama, assim como o pai ao filho a quem quer bem". Provérbios. 3:12.

          Somente os pastores que reúnem estas características estão aptos para conduzirem o rebanho do Senhor para a terra prometida. A Palavra de Deus diz em 1ª Timóteo. 3: 1 que excelente obra almeja aquele que quer servir ao Senhor, também diz em Lucas. 12: 48 que a quem muito é dado, muito lhe será cobrado. Ser pastor é mais que ser empregado de uma congregação, é ser escolhido pelo próprio Deus para conduzir o rebanho que seu filho Jesus conquistou na cruz até a terra prometida.


terça-feira, 5 de março de 2013

Prioridade Seis: Vida Social


          Concluindo a série Estabelecendo Prioridades, gostaria de tratar sobre vida social, tal assunto parece menos relevante em relação as outras áreas de nossa vida, mas não é! A vida social é tão importante quanto a vida espiritual, conjugal, familiar, ministerial e profissional. Através dos relacionamentos sociais nos expomos ao mundo e a sociedade em geral. Através dessa exposição podemos ou não exalar o bom perfume de Cristo.
          Existe um jargão popular que diz: "É fácil ser cristão dentro da Igreja". Realmente é bem mais simples transmitir uma imagem positiva dentro de um ambiente que me inspira para isso, porém, assim como um ex-dependente químico só colocará sua recuperação à prova fora dos portões do centro de recuperação, um cristão só porá seu testemunho em evidência fora das paredes da congregação. O próprio Cristo em paráfrase falou sobre a necessidade do sal estar fora do saleiro.
          Observe e veja como Deus lhe dá oportunidades diárias para testemunhar do Seu amor para com pessoas que ainda não O conhecem. Por isso é de fundamental importância que observemos o exemplo que estamos transmitindo através de nossas palavras e ações, pois assim como podemos abrir as portas do céu com o nosso estilo de vida cristão, podemos fechá-las com a falta dele. É de pouca valia tentar pôr em ordem as outras áreas de nossa vida e não transmitirmos a mensagem do evangelho através de nossa rotina cotidiana. Decida ser uma vitrine de Cristo e deixe o Seu bom perfume envolver a vidas de todos aqueles que Deus põe em seu caminho.

quinta-feira, 17 de janeiro de 2013

Prioridade Cinco: Vida Profissional


          A vida profissional é tão importante quanto as outras áreas de nossa vida. Infelizmente muitos cristãos a negligenciam e por isso experimentam a maldição da ruína e da escassez. Na Bíblia, mais precisamente na epístola aos Efésios, capítulo 6, versículos de 5 a 7, encontramos a seguinte recomendação: "Vós, servos, obedecei a vossos senhores segundo a carne, com temor e tremor, na sinceridade de vosso coração, como a Cristo; Não servindo à vista, como para agradar aos homens, mas como servos de Cristo, fazendo de coração a vontade de Deus; Servindo de boa vontade como ao Senhor, e não como aos homens". Ou seja, devemos nos portar no ambiente profissional da mesma forma que no eclesiástico, honrando o nosso patrão como honramos a Deus.
           É necessário compreendermos que o trabalho honesto é bênção de Deus. Através deste temos legalidade para prosperar financeiramente. Outro versículo que me chama atenção está em Provérbios, capítulo 10, versículo 4: "As mãos preguiçosas empobrecem o homem, porém as mãos diligentes lhe trazem riqueza." Observe as escrituras sagradas e veja que o Senhor sempre chamou homens e mulheres ocupados para a Sua obra. Nem Deus conta com o preguiçoso e negligente. Como cristãos devemos abandonar a ideia errónea de que podemos exercer nossa vida profissional de qualquer forma, pois o nosso trabalho é descansar em Deus. Este texto refere-se a necessidade de vivermos na dependência e direção divina sem anular nossa fidelidade no cumprimento de nossas responsabilidades. Portanto tenha certeza que a bênção do Senhor repousa sobre todo aquele que é fiel em tudo o que faz.
          Em 2013 decida ser um profissional comprometido, ser exemplo em tudo e você verá que as portas se abrirão e as oportunidades se apresentarão. Se porventura você não estiver satisfeito com o seu trabalho, ore e qualifique-se mais, na certeza de que dias melhores virão. A vida profissional deve ter o seu tempo respeitado da mesma forma que a vida com Deus, com o cônjuge,  com a família e com o ministério. Antes de concluir essa reflexão quero compartilhar o texto encontrado no evangelho de Mateus, capítulo 5, versículo 16: "Assim brilhe a luz de vocês diante dos homens, para que vejam as suas boas obras e glorifiquem ao Pai de vocês que está nos céus". Alegrem ao Criador com o seu testemunho nesta área da sua vida.

quarta-feira, 9 de janeiro de 2013

Prioridade Quatro: Vida Ministerial


          Hoje abordaremos a quarta prioridade da série Estabelecendo Prioridades. Trata-se da vida ministerial. Assim como devemos designar um tempo para a vida com Deus, com o cônjuge e com a família, o mesmo devemos fazer para com o ministério, pois é nesse ponto que exercitamos a nossa fé, plantando as sementes que durarão por toda eternidade.
          Gosto particularmente de tratar sobre o assunto, principalmente pela possibilidade de desconstruir alguns paradigmas, tais como:  somente alguns no corpo de Cristo são chamados para o ministério, existe o ministério de tempo integral e parcial e o ministério é determinado pela função que se ocupa na igreja local. 
          O primeiro dogma que gostaria de tratar é a ideia tão difundida de que somente algumas pessoas no Corpo de Cristo são chamadas para desenvolverem um ministério. Isso é um engano! Veja o que o Apóstolo Paulo escreveu em 2ª Coríntios, 5: 18: "E tudo isto provém de Deus, que nos reconciliou consigo mesmo por Jesus Cristo, e nos deu o ministério da reconciliação". Quando aceitamos a Cristo recebemos imediatamente o ministério da reconciliação, que será desempenhado em nossas vidas através das mais diversas atividades, como: Pregação, ensino, louvor, zeladoria, portaria, secretariado, etc... Resumindo, tudo que fazemos para Deus, deve ser com o intuito de levarmos as pessoas a se reconciliarem com Ele.
          Outro paradigma é o de que o ministério  pode ser desenvolvido em tempo integral ou parcial. Isso ocorre porque confundimos o período em que estamos desenvolvendo o trabalho na igreja e as atividades que desempenhamos fora da mesma, além de acontecer também quando somos remunerados ou não pela congregação. Para compreendermos melhor vou usar a figura de um pastor que divide seu tempo entre um emprego e o pastoreio de uma igreja, sem receber remuneração por isso. Ele será denominado como pastor de tempo parcial. Agora pergunto: Ele deixa de ser pastor quando está em seu emprego ou em outro lugar? Claro que não, sendo assim ele passa a ser pastor de tempo integral. O ministério que Deus nos dá sempre será integral, pois ele vem acompanhado com dons (talentos e habilidades), que desenvolveremos dentro e fora da congregação.
          Por fim devemos desconsiderar a ideia de que nosso ministério será designado pela função que desempenhamos na obra de Deus. Gosto de uma frase que diz: "É a unção que determina a função e o título e não o contrário". Precisamos identificar as nossas habilidades e usá-las para o serviço do Altíssimo e isso nos levará a ocupar as funções e a receber os títulos. Em 2013 decida dedicar suas habilidades para o exercício do ministério que Deus confiou a você, pois Ele lhe chamou para ser uma benção na vida daqueles que estão ao seu redor

segunda-feira, 7 de janeiro de 2013

Prioridade Três: Vida em Família


          Gostaria de começar essa postagem tecendo um pequeno comentário sobre o último filme dos irmãos Kendrick, intitulado "Courageous", "Corajosos" em português. O drama retrata a vida familiar de um grupo de amigos, membros de uma corporação militar, que diante da morte trágica da filha de um deles, decidem dirigir suas famílias de acordo com os princípios bíblicos. É uma bela estória, que emociona do início ao fim. O longa destaca a importância fundamental dos pais na formação integral dos filhos e que a falta dessa participação é a maior causa da degeneração generalizada vivida na sociedade atual.
          Refletimos nas publicações anteriores sobre a importância de colocarmos ordem em nossa vida interior, para que pudéssemos lograr êxito nos desafios que temos pela frente. Já abordamos sobre a importância de colocarmos Deus em primeiro lugar em nossas vidas e sobre a importância de estabelecermos através do casamento uma aliança com Cristo e com o nosso cônjuge. Agora estamos falando sobre a necessidade de edificarmos uma altar para o Senhor no meio de nossa família e que isso dependerá do cumprimento dos dois requisitos anteriores.
          Encontramos no Salmo 127, versículo três a seguinte afirmação: "Eis que os filhos são herança do Senhor, e o fruto do ventre o seu galardão". Muitos não tem dimensionado a relevância do que está escrito nessa frase. Pois, significa que o Senhor nos deu filhos para que pudéssemos guiá-los para o cumprimento da Sua vontade. Como pai e mãe temos um papel indispensável e intransferível para com a nossa descendência, haja vista, que nossos herdeiros precisam dos nossos exemplos e ensinamentos para receberem as bençãos do Senhor, tais como: afirmação sexual, liberação para a prosperidade, caráter, fé, etc... em todas as fases de suas vidas.
          A ignorância e a consequente negligência para com o cumprimento dessa missão divina tem levado às gerações aos conflitos de identidade e consequentemente à toda sorte de mazelas presentes em nosso meio. Como sacerdotes do lar devemos nos levantar e preparar o caminho para a próxima geração, conscientes de que isso terá início no seio de nossos lares, pois do que adiantará ganharmos milhares de almas para Cristo e perdermos os membros de nossa amada família? Que em 2013 você decida ser uma benção no meio da sua parentela e dessa forma todos possam conhecer a Cristo através de você. Amém.



sábado, 5 de janeiro de 2013

Prioridade Dois: Vida com o Cônjuge


          Continuando com a série Estabelecendo Prioridades, abordaremos hoje a importância de estabelecermos um relacionamento conjugal saudável. Assim como refletimos na publicação anterior, onde destacamos a importância de colocarmos a vida com Deus como primazia para com isso alcançarmos o sucesso em todas as áreas de nosso viver, de igual forma deve acontecer com o casamento. Haja vista, que nele é formado o lar, o ambiente indispensável para a formação e manutenção de uma família abençoada.
          Quando falamos de casamento à luz da Bíblia, falamos de uma aliança a três: homem, mulher e Deus. Entendemos então que a base para a sustentação desse pacto está no Senhor, portanto, à Sua Palavra deve nortear todo o relacionamento. Infelizmente vivemos numa sociedade imersa numa completa inversão de valores, que a cada dia se afasta mais do propósito do Criador. Essa transgressão tem cobrado um preço cada vez mais caro. Veja que a medida que os valores familiares vão sendo degradados, os índices de várias mazelas, tais como drogas, abortos, gestações precoces, DSTs... vão crescendo vertiginosamente. 
          Tudo isso surge com a banalização e vulgarização do sacerdócio do matrimônio. Deus quando formou homem e mulher, estabeleceu uma aliança com Ele e designou funções específicas e intransferíveis para os mesmos, para que através do cumprimento destas, pudesse nascer e se consolidar o ambiente familiar saudável e seguro para a criação dos filhos e assim continuamente. Através desse entendimento compreendemos que quando tais funções são negligenciadas ou invertidas ocorre a quebra da aliança, que consequentemente levará o casamento para fora do propósito divino, acarretando a sua ruína.
          Em nenhum outro tempo o número de divórcios foi tão alarmante como nos nossos dias, pois vivemos na era do se não deu certo é só trocar. Infelizmente não é tão simples assim. Gosto muito de uma frase do Pr Josué Gonçalves, que Diz: "Nenhum sucesso justifica o fracasso de uma família!". Isso é verdade, pois num divórcio todos são prejudicados, tanto o casal quanto os filhos sempre carregarão as sequelas para as suas vidas e relacionamentos. Vale ressaltar que até mesmo os matrimônios alicerçados no Senhor passam por momentos de dificuldades, porém, nunca consideram a hipótese de separação, pois, confiam no Senhor e na Sua fidelidade para com o pacto estabelecido no altar.
          Em 2013 renove os seus votos com o seu cônjuge e submeta-se à missão que Deus confiou a você como esposo ou esposa. Não deixe que o relativismo e a sedução desse mundo sem Deus arruínem o compromisso que você consolidou diante de Cristo. Entenda que você foi estabelecido como sacerdote no seu lar e que seus filhos dependem de sua fidelidade e obediência para receberem as bençãos e promessas do Senhor em suas vidas.  

sexta-feira, 4 de janeiro de 2013

Prioridade Um: Vida com Deus


          Como abordamos na postagem anterior, devemos estabelecer uma lista de prioridades em nossa vida, para com isso pôr ordem em nosso mundo interior. Sem dúvida, o primeiro objetivo é a vida com Deus, pois, disso dependerá todos os outros. Ter um relacionamento intimo com o Senhor consiste basicamente na prática diária da oração e da meditação nas escrituras sagradas, tendo em vista, que esses são os únicos caminhos para falarmos com o Criador e vice versa.
          Através do devocional diário construiremos uma amizade com o Cristo à semelhança do que ocorre no nosso círculo de amigos, onde conhecemos as pessoas e à medida que passamos tempo com elas aumentamos ou não o nosso nível de intimidade. Se dedicamos muito tempo a alguém, maior será o nosso nível de intimidade com essa pessoa, em contrapartida, se passarmos pouco tempo com a mesma, menor será a nossa proximidade e se não desfrutarmos nenhum tempo, consequentemente não teremos amizade alguma. Por meio dessa analogia podemos compreender porque existem pessoas no meio da igreja que praticamente não conhecem a Deus.
          É um engano acreditar que obteremos sucesso nas áreas de nossa vida sem antes dedicarmos um tempo precioso para edificarmos um relacionamento intimo com o Senhor, pois, somente através dessa relação conheceremos verdadeiramente a Deus e dessa forma compreenderemos a Sua vontade para nossa vida, o que nos orientará e nos levará a ter êxito em tudo o que empreendermos. Lembro-me do Salmo um, mais especificamente nos versículo dois e três, onde está escrito: "Antes tem o seu prazer na Lei do Senhor, e nela medita de dia e de noite. Pois será como a árvore plantada junto a ribeiro de águas, a qual dá o seu fruto no seu tempo; as suas folhas não cairão, e tudo quanto fizer prosperará". 
          Veja que a verdadeira prosperidade está relacionada diretamente com o nível de proximidade que temos com a Santa Trindade. Vale ressaltar que a prosperidade genuína não consiste apenas em possuir riquezas e bens, mas em ter a benção de Deus presente em todas as áreas do nosso viver, pois a própria Bíblia nos adverte sobre a supremacia da salvação sobre todas as outras coisas. Dessa forma comece 2013 com a determinação de aprofundar cada vez mais seu nível de relacionamento com o altíssimo e à medida que isso acontecer, você verá os maravilhosos frutos da comunhão brotarem em toda sua vida.

quarta-feira, 2 de janeiro de 2013

Estabelecendo Prioridades


          A cada início de ano temos como prática o estabelecimento de objetivos a serem alcançados; tais como: perda de peso, aquisição de bens, viagens, etc... Infelizmente, a maioria de nossos alvos não se tornam realidade. Como publiquei na postagem anterior, não há nenhum poder transformador ou místico na virada do ano, mas existe a possibilidade de fazermos as coisas de maneiras diferentes para obtermos resultados diferentes. Lembro-me de um livro que li no início de minha caminhada cristã, intitulado: Ponha ordem no seu mundo interior, do pastor e escritor norte americano Gordon MacDonald. Através dessa leitura aprendi algo poderoso, que pode nos levar a ter êxito na conquista dos nossos alvos.
          O autor faz o paralelo entre uma ponte de comando de um navio e as áreas de nossa vida. Gordon mostra através de comparações, que assim como a ordem de prioridades é fundamental para o bom desempenho da embarcação, o estabelecimento de prioridades é indispensável para sermos bem sucedidos no que empreendermos. Dessa forma compreendemos que a ordem interior gerará frutos no exterior e isso nos levará consequentemente a benção de Deus. MacDonald elenca uma lista de prioridades que devem ser estabelecidas em nossas vidas e que certamente levarão ordem e equilíbrio ao nosso mundo interior. Para o autor devemos estabelecer a seguinte lista de prioridades:
  1. Vida Devocional - Seu momento de intimidade com o Senhor.
  2. Vida Conjugal - Seu momento de intimidade com o seu cônjuge.
  3. Vida Familiar - Seu momento de comunhão com a sua família.
  4. Vida Ministerial - Seu momento de dedicação ao exercício do ministério que Deus lhe confiou.
  5. Vida Profissional - Seu momento de desempenhar a sua função profissional.
  6. Vida Social - Seu momento de desfrutar com os amigos e conhecidos.
          É claro que podemos estabelecer mais tópicos e sub-tópicos a essa lista, mas jamais podemos inverter a ordem de prioridade, pois, sempre que isso ocorre teremos dissabores e frustrações. 2013 poderá ser o melhor ano de nossas vidas, onde veremos todas as nossas metas serem superadas, mas, para que isso ocorra precisaremos pôr ordem em nosso mundo interior. A partir de hoje desenvolverei reflexões diárias sobre cada uma das prioridades de nossas vidas e as publicarei aqui no blog. Um abraço.

terça-feira, 1 de janeiro de 2013

Feliz Dois Mil e Sempre


          Mais um ano se inicia e com ele renovamos as nossas expectativas por dias melhores. Esse rito que se repete a cada 365 ou 366 dias é carregado de uma atmosfera mística de mudanças. Mas afinal: Que poder tem o ano novo para transformar as nossas vidas? Estou convencido que nenhum. Mas então: Devemos encarar a virada de ano como apenas a passagem de um dia para o outro? Também não, antes devemos aproveitar essa oportunidade para refletirmos sobre a vontade de Deus para cada um de nós e dessa forma procurarmos com afinco nos tornarmos pessoas melhores.
          Com certeza a melhor maneira para começarmos e terminarmos o ano bem é aplicarmos em nosso viver os princípios contidos na Palavra de Deus. Hoje pela manhã iniciei mais uma vez a leitura do livro dos Provérbios e me vi novamente diante de verdades que podem nos mudar completamente. Li sobre a excelência da sabedoria e sobre como sofrem aqueles que a desprezam, aqueles que perseveram em desobedecer a Deus. Prossegui em minhas reflexões e compreendi que as chaves para uma vida abençoada estão bem diante do ser humano e ainda assim o mesmo insiste em não enxerga-las.
          Tenho a mais absoluta certeza que as bençãos do Senhor serão abundantes em 2013 para aqueles que de todo coração determinarem obedecer ao Senhor, assim como sei que o ano que iniciou será apenas mais um ano de frustrações e dissabores para os que insistem em caminharem afastados de Deus. Esqueçamos a mística e entendamos que a passagem do ano não tem poder em si mesma para transformar nada, mas que pode servir de divisor de águas para todos que desejam uma nova vida ao lado de Cristo. um feliz 2013.