quinta-feira, 15 de novembro de 2012

Estado Laico versus Estado Anti-religioso


          Uma polêmica tem chamado a atenção dos brasileiros, trata-se da ação movida pela Procuradoria Regional dos Direitos do Cidadão de São Paulo, na pessoa do polêmico procurador Jefferson Aparecido Dias, que tenta retirar das cédulas de nossa moeda corrente a expressão: "Deus Seja Louvado", com o frágil argumento de que vivemos num Estado Laico, que deve resguardar a igualdade de direitos a todas as religiões. Tal iniciativa provocou a indignação de diversas lideranças cristãs e políticas, bem como de parte da imprensa. Líderes como os pastores Silas Malafaia e Marco Feliciano, que também é deputado federal, os senadores Magno Malta e José Sarney e o jornalista Reinaldo Azevedo da revista Veja, em uníssono criticaram a iniciativa do MP, classificando-a como "falta do que fazer".
          Essa polêmica serviu para reacender o debate sobre a laicidade do Estado brasileiro, haja vista, que muitos confundem Estado Laico com Estado Anti-religioso. A palavra laico vem do latim "laicus",  que significa leigo. Empregando o termo no sentido de Estado Laico, significa que o Estado é leigo em relação aos assuntos da Igreja e vice e versa, personificando a plenitude da separação entre a Igreja e o Estado. Com o passar dos anos o conceito do laicismo ampliou-se e hoje significa também a igualdade de direitos e oportunidades entre todas as manifestações religiosas. Já o Estado Anti-religioso é baseado na doutrina comunista, que apregoa que o Estado deve combater veementemente toda forma de culto, pois, no olhar socialista as religiões são apenas formas de alienação e manipulação social.
          No caso do Brasil podemos ter a dimensão entre essas duas vertentes, pois, nosso país mesmo sendo laico é predominantemente religioso. Somos uma miscigenação de raças e de credos, que ao longo dos anos tem convivido harmonicamente sem a interferência do Estado. O termo "Deus Seja Louvado", impresso nas cédulas de real é a manifestação mais pura da nossa sociedade, que em 98% dos casos expressa sua fé em uma divindade suprema, que não pertence exclusivamente a nenhuma religião, mas a humanidade. Confundir laicidade com anti-religiosidade não é apenas falta de conhecimento, mas acima de tudo é uma afronta a toda sociedade que foi constituída sob a égide da existência de um Deus soberano. Termino essa breve reflexão com as palavras do ex-presidente e senador Jose Sarney: "Eu acho que é uma falta do que fazer, porque, na realidade, precisamos cada vez mais ter a consciência da nossa gratidão a Deus por tudo o que Ele fez por nós humanos e pela criação do universo. Nós não podemos jamais perder o dado espiritual. Eu tenho pena do homem que na face da terra não acredita em Deus".

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