terça-feira, 29 de maio de 2012

A Relativização da Fé


          Volto a frisar esse assunto, pois, existe a necessidade de que o mesmo venha ser exaurido nos círculos evangélicos. Porém, antes de entrar no tema em si, gostaria de fazer uma breve abordagem no que acredito ser a raiz desse problema. Trata-se da invasão sutil do humanismo dentro da igreja cristã. Analise comigo a eclesiologia presente na maior parte das congregações evangélicas e veja como o "eu" é cada vez mais o centro das atenções. Isso se exemplifica nas canções que colocam o divino no mesmo patamar que o humano, nas pregações auto-motivacionais, onde o Criador precisa atender as solicitações das criaturas com o máximo de urgência possível e em tantas outras nuances. Vemos abismados o homem cada vez com mais direitos e menos deveres.
          Esse pensamento leva o ser humano inevitavelmente ao processo de relativização da fé, haja vista, que para ter seus anseios atendidos vale interpretar a Bíblia de acordo com a necessidade da ocasião. Essa é uma realidade aterradora, pois, a Palavra de Deus não é relativa, antes, é definitiva em suas colocações e interpretações. Tal filosofia tem produzido uma geração de cristãos sem base doutrinária, que vão de um lugar ao outro embalados por qualquer vento de doutrina, além, de promover na igreja um estágio de letargia espiritual e uma completa inversão de valores. 
          Nós, como cristãos devemos repudiar veementemente essa prática, pois, os ensinamentos e princípios bíblicos não devem ser discutidos e sim cumpridos, não devem ser relativizados e sim ratificados em sua essência. Devemos compreender que o poder da Palavra de Deus está condicionado a nossa submissão à mesma., portanto, em hipótese alguma devemos buscar interpretar os mandamentos bíblicos de acordo com a nossa vontade ou necessidade, pelo contrário, nós, nossas vontades, desejos e necessidades é que devem se adequar aos mesmos.

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