sábado, 12 de maio de 2012

Meus Discípulos ou Discípulos de Cristo?


          Com o advento das igrejas em células, houve uma importante valorização da prática bíblica do discipulado. Em virtude disso, tornou-se comum no meio evangélico a expressão: "Meus discípulos". A priori não há mal nenhum no uso da mesma, pois, podemos ser referenciais de Cristo para os cristãos mais novos. O problema surge quando o individuo usa dessa prerrogativa para manipular as pessoas em nome de Deus. No Evangelho de Mateus, capítulo 28, versículos 18, 19 e 20, vemos Jesus comissionando seus discípulos a fazerem novos discípulos e que esses deveriam ser fundamentados nos princípios e fundamentos bíblicos. Portanto, como seguidores de Cristo temos a nobre tarefa de auxiliar os recém convertidos no caminho da edificação na fé, e nesse trabalho não há problema algum em usar o termo "Meus discípulos". Infelizmente, como pastor, já me deparei várias vezes com uma completa inversão de valores nesse quesito. Haja vista que alguns cristãos, as vezes até sem má fé, trabalham para angariar discípulos para si mesmos. Exercem muita influencia sobre os mesmos e passam a manipula-los dentro da congregação. Isso ocorre por uma série de fatores, tais como: Carência afetiva, egocentrismo, megalomania e as vezes outros mais nefastos. Geralmente essas pessoas são simpáticas, agradáveis e extremamente persuasivas, passando uma áurea de santidade e de submissão irrestrita à liderança.  Esses filhos de Belial carregam algumas marcas que podem distingui-los dos verdadeiros discipuladores, pois, pelo fato de serem egocêntricos, anseiam sempre ser o centro das atenções, desejam a todo custo receber manifestações de gratidão, de reconhecimento e de submissão de seus liderados, além de deturparem a Bíblia para difundir suas convicções pessoais no meio do rebanho de Jesus. Entretanto basta confrontá-las, para o espírito de Jezabel se manifestar, causando divisão e traumas no corpo de Cristo. Àqueles que tornam-se seguidores desses falsos discípulos de Jesus, geralmente são rasos no conhecimento da Palavra de Deus e carentes emocionalmente, sendo por isso muito inconstantes. Quem envereda por esse caminho, geralmente cai, pois, não está firmado na Rocha Eterna, antes, está fundamentado nas areias de um relacionamento doentio travestido de discipulado e por fim acabará sendo arrastado para a condenação eterna. Você meu irmão ou irmã que exerce a bela função do discipulado, lembre-se sempre que as ovelhas são do Bom Pastor, pois,  somente Ele deu a vida por elas. Dessa forma faça seu trabalho com zelo e com a motivação correta de levar os cordeirinhos aos braços do Supremo Pastor. Que Deus te abençoe sempre.

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