terça-feira, 29 de maio de 2012

A Relativização da Fé


          Volto a frisar esse assunto, pois, existe a necessidade de que o mesmo venha ser exaurido nos círculos evangélicos. Porém, antes de entrar no tema em si, gostaria de fazer uma breve abordagem no que acredito ser a raiz desse problema. Trata-se da invasão sutil do humanismo dentro da igreja cristã. Analise comigo a eclesiologia presente na maior parte das congregações evangélicas e veja como o "eu" é cada vez mais o centro das atenções. Isso se exemplifica nas canções que colocam o divino no mesmo patamar que o humano, nas pregações auto-motivacionais, onde o Criador precisa atender as solicitações das criaturas com o máximo de urgência possível e em tantas outras nuances. Vemos abismados o homem cada vez com mais direitos e menos deveres.
          Esse pensamento leva o ser humano inevitavelmente ao processo de relativização da fé, haja vista, que para ter seus anseios atendidos vale interpretar a Bíblia de acordo com a necessidade da ocasião. Essa é uma realidade aterradora, pois, a Palavra de Deus não é relativa, antes, é definitiva em suas colocações e interpretações. Tal filosofia tem produzido uma geração de cristãos sem base doutrinária, que vão de um lugar ao outro embalados por qualquer vento de doutrina, além, de promover na igreja um estágio de letargia espiritual e uma completa inversão de valores. 
          Nós, como cristãos devemos repudiar veementemente essa prática, pois, os ensinamentos e princípios bíblicos não devem ser discutidos e sim cumpridos, não devem ser relativizados e sim ratificados em sua essência. Devemos compreender que o poder da Palavra de Deus está condicionado a nossa submissão à mesma., portanto, em hipótese alguma devemos buscar interpretar os mandamentos bíblicos de acordo com a nossa vontade ou necessidade, pelo contrário, nós, nossas vontades, desejos e necessidades é que devem se adequar aos mesmos.

domingo, 27 de maio de 2012

Cristãos Sem Igreja


          É possível ser cristão sem frequentar uma congregação? No passado esse questionamento com certeza não seria feito, mas, a cada dia que passa mais pessoas defendem tal comportamento. É claro que todos que acreditam que podem servir a Cristo sem necessariamente estarem integrados a uma igreja local tem justificativas de sobra, tais como: A comercialização da fé, a superficialidade do culto cristão, o medo da violência ou simplesmente o comodismo. Esse distanciamento da congregação ainda encontra reforço com o avanço da tecnologia, haja vista, que hoje podemos assistir aos cultos em tempo real via internet ou TV e ainda contribuir (ofertar e dizimar) através de depósitos em conta bancária.
          Para tristeza dos entusiastas dessa ideia, a mesma não encontra respaldo nas escrituras sagradas, pois, a Bíblia diz em Hebreus 10:25 que não devemos abandonar a nossa congregação. Congregar-se é muito mais que assistir aos cultos ou contribuir financeiramente, pois, através da participação em uma  igreja local colocamos em prática o princípio da comunhão com o próximo, que é fundamental para o nosso crescimento na fé. Costumo sempre exemplificar essa realidade com o exemplo de um pedaço de lenha na fogueira, que enquanto está lá permanece ardendo em chamas, mas se é retirado, vai esfriando-se até apagar. O mesmo acontece com aquele que se afasta do convívio da igreja local.
         A igreja é composta por seres humanos, que tem problemas, divisões e dissenções, mas, isso não pode nos impedir de permanecermos unidos com aqueles que compartilham conosco da mesma fé. Devemos participar de uma congregação cristã e nos envolver ativamente com o estabelecimento do Reino de Deus nessa terra. Refute essa ideia maligna, pois, é impossível ser um cristão verdadeiro sem estar interligado ao corpo de Cristo.

quinta-feira, 24 de maio de 2012

PECANDO PELA OMISSÃO

É senso comum entre os evangélicos a distinção entre pecados. Defino essa classificação como "escala do pecado", que vai desde de um "pecadinho" como uma simples mentirinha até os "pecadões" como roubar e matar por exemplo. Então pergunto: Será que Deus considera esse parâmetro? Em nenhum momento nas escrituras sagradas encontramos respaldo para tal conceito, pois, pecado é pecado e o que muda são as consequências desses atos. Toda transgressão afasta o homem de Deus e qualquer desobediência aos seus princípios é considerada pecado, sem distinção ou hierarquia.

quarta-feira, 23 de maio de 2012

Adoração: Ação ou Reação?


         Provavelmente a adoração é uma das práticas cristãs com uma diversidade de definições. Para uns adorar é cantar, é orar em línguas, para outros é chorar ao sentir a presença de Deus. Vemos as mais diversas manifestações chamadas de adoração em nossas igrejas, que vão desde as canções mais tradicionais até o que hoje conhecemos com adoração espontânea. É óbvio que cada cristão acredita que o seu modo de adorar é o certo. Mas, será que existe apenas uma forma correta de adorar? Será que a adoração é uma ação humana ou apenas uma reação diante da presença divina?
         Quando nos voltamos para a Bíblia vemos em várias ocasiões que a adoração a priori não é uma ação, mas uma reação à manifestação de Deus. Vejamos o caso do profeta Isaías, que adorou ao Senhor diante da Sua glória. Ele já era um profeta, porém, passou por uma experiencia impactante ante a face divina, o que o levou a um nível de adoração muito mais profunda.
          Ao analisarmos por esse ponto de vista somos levados a uma nova perspectiva, haja vista, que se a adoração é uma reação diante da glória divina, então, a ação humana limita-se a busca por tal revelação. Sinceramente acredito nessa maneira de enxergar o ato de adorar, pois, como indivíduos limitados a natureza caída somos incapazes de expressar uma genuína adoração ao Criador. Em contrapartida, quando a homem vê-se face a face com o Senhor passa a expressar uma devoção tão profunda, impossível de ser produzida de outra forma.
          

          

terça-feira, 22 de maio de 2012

A Sedução da Pornografia


        A pornografia é com certeza uma das armadilhas mais efetivas de Satanás. Em nenhum momento na história o ser humano esteve mais exposto aos materiais pornográfico como na atualidade. São milhões de sites com conteúdos explícitos e altamente danosos que dia após dias banalizam e trazem para o cotidiano da sociedade um sem número de práticas pervertidas. A industria do entretenimento "adulto" é bilionária e cresce num ritmo cada vez mais acelerado, atingido não somente o seu público alvo, mas, adolescentes e até crianças que em alguns casos contam com o incentivo de familiares. 
          Nós, como pais, nos vemos numa situação delicada, haja vista, que não podemos colocar nossos filhos dentro de uma redoma de proteção contra esse mal e em alguns casos somos afrontados até no ambiente escolar. E o que falar da programação televisiva, cada vez mais afundada num mar de mediocridade e baixaria? É muito complicado, mas, precisamos nos posicionar e passar a ter um comportamento mais atento em relação as influencias que nossa família sofre.
        Os evangélicos não estão fora dessa triste realidade, pois, até dentro de nossas igrejas vemos a exposição da sensualidade e do erotismo rotineiramente. Sem contar com o envolvimento de cristãos e líderes religiosos com tais práticas, que assolam as famílias, as congregações e os ministérios. Infelizmente, vez por outra nos deparamos com escândalos sexuais envolvendo líderes religiosos, mas, o que ocorre no púlpito é apenas um pequeno reflexo de uma realidade que assola o meio evangélico. O presente cenário nos entristece e nos alerta para o cuidado que devemos ter para com esse grande mal. Devemos entender que os pecados de origem sexual levam o indivíduo à cegueira espiritual, ao entenebrecimento da mente e consequentemente a morte espiritual. Aqueles que estão envolvidos com esse problema precisam procurar ajuda especializada e um acompanhamento pastoral efetivo.

segunda-feira, 21 de maio de 2012

Dependentes de Deus


          Com certeza esse é um tema que tem conquistado cada vez mais espaço dentro dos círculos evangélicos hoje. Mas, será que já compreendemos o que é viver em completa dependência de Deus? Acredito que o texto que define bem essa realidade encontra-se no evangelho de João, capítulo quinze, versículo cinco, onde Jesus afirma: "...porque sem mim nada podeis fazer." Dessa forma, compreendemos que depender de Deus consiste em submeter toda a nossa vida à Sua direção. Em contrapartida, as pessoas que não professam a Cristo como senhor e salvador de suas vidas podem realizar muitos feitos, porém, tudo o que fizerem não passará pelo teste do tempo, ou seja, mais cedo ou mais tarde cairá no esquecimento e perderá sua relevância. Somente as coisas que são feitas em Deus são eternas.
          Partindo desse entendimento, devemos concluir que é fácil submeter a nossa vida à dependência de Deus. Ledo engano, pois, para submeter a minha vida ao senhorio de Jesus preciso ter passado por um processo de arrependimento (metanoia: mudança de mente) verdadeiro, haja visto, que o homem natural jamais conseguirá esvaziar-se de si mesmo para que a glória divina o preencha. Analise comigo quantas vezes em oração entregamos toda a nossa vida a Deus e na primeira decisão agimos sem lhe consultar? Infelizmente, esse sentimento de independência, herdado da rebelião adâmica está dentro de nós e é mais forte do que imaginamos.
       Somente através de uma renuncia verdadeira e de uma vida disciplinada de consagração conseguiremos pela graça de Deus dependermos Dele verdadeiramente. É de fato um grande desafio, mas, vale a pena pagar esse preço, pois, se todas as decisões que tomarmos partirem de uma direção divina, logicamente eliminaremos os atropelos e as frustrações do caminhar sem Deus. Finalizando, volto a enfatizar que o propósito do Senhor para nossa vida deve sempre estar acima dos nossos sonhos e projetos pessoais, pois, isso nos tornará verdadeiramente dependentes Dele.
          

domingo, 20 de maio de 2012

O Ensino Esquecido


          Mordomia cristã - O ensino esquecido. Infelizmente essa é uma triste realidade em nossos dias. Acredito que boa parte das pessoas que frequentam hoje as igrejas evangélicas nunca ouviram falar sobre isso. O ensino sobre mordomia cristã é fundamental para o amadurecimento da congregação e com certeza previne boa parte dos problemas enfrentados por pastores na atualidade. Pois, o cristão que entende a sua posição de despenseiro das bençãos de Deus será muito mais efetivo no serviço cristão. Creio que o fator responsável pelo abandono dessa doutrina é o humanismo, haja vista, que essa filosofia coloca o ser humano no centro do universo, inflando seu ego e lançando-o na perdição do egoísmo. É fato que essa corrente do mal está se enraizando cada vez mais nas congregações cristãs, através das mensagens de auto-ajuda, das canções antropocêntricas e da venda de milagres.
          O que podemos fazer para resgatar o conceito de mordomia cristã? Onde eu não sou dono do que tenho, mas apenas uma administrador das coisas de Deus. Onde o centro da minha vida está no criador e não nas satisfações temporárias de minhas necessidades. Não é fácil e talvez seja até um caminho sem volta. Quando analisamos a igreja do primeiro século podemos observar a prática da mordomia, que gerava o verdadeiro sentido da comunhão (comum união ou união comum), onde cada irmão repartia de seus bens com os mais necessitados.
          Infelizmente, a nossa realidade hoje é bem diferente, pois, temos vivido na perspectiva de que Deus tem a obrigação de nos curar, prosperar e servir, o que é uma clara inversão de valores. Vejo abismado as pessoas encarando o Criador como um mordomo pessoal, que a cada momento está disponível para a satisfação de uma nova solicitação. Está tudo errado! Deus nos chamou para sermos mordomos em tudo que temos, ou seja, para administrarmos tudo o que Ele colocou em nossas mãos na manutenção de Sua obra e no amparo aos mais necessitados. Não nascemos com bem algum e quando morrermos não levaremos nada. Então, por que viver de maneira tão egoísta? Entregue tudo que é seu ao Senhor e decida ser um fiel mordomo de tudo aquilo que Ele confiou e confiará a você.

sábado, 19 de maio de 2012

Chamados para Influenciar


          Existem duas posições antagônicas em relação a postura do cristão frente a sociedade que o cerca. A primeira defende o puritanismo, que apregoa que aquele que é salvo deve isolar-se de tudo que não diz respeito diretamente à fé cristã. Em contrapartida, na direção oposta temos os neo-liberais, que defendem que a salvação traz plena liberdade ao indivíduo, portanto, tudo pode ser relativizado de acordo com o seu ponto de vista. Quando buscamos uma resposta na Bíblia encontramos aspectos verdadeiros em ambos os posicionamentos, dessa forma torna-se necessário fazer uma abordagem mais ampla desse assunto tão importante
         Ao meu ver o cristão não deve orbitar em nenhuma das duas vertentes, antes, deve compreender que o seu chamado não foi para sair do mundo, mas para influenciar o mesmo sem contaminar-se. É evidente que essa não é uma tarefa fácil, pois, como Jesus afirmou: "O mundo jaz no maligno". As investidas do inimigo são ardilosas e sutis, sempre buscando seduzir aqueles que nasceram de novo. Então, como permanecer nesse mundo sem enveredar pelo caminho da perdição? Isso só será possível se tivermos em nós um senso de missão, que consiste em conhecer a Deus e ao Seu propósito para nossas vidas.
          Outro fator que não posso deixar de considerar é a importância da influencia dos cristãos para a transformação da sociedade. Saiba que com exceção de Deus e do diabo, que influenciam sem sofrerem influencia, todos os outros seres são influenciados e influenciadores. Portanto, devemos receber a influencia do evangelho e exerce-la onde quer que estejamos. Precisamos encarar a nossa vizinhança, escola, faculdade, trabalho, igreja e demais grupos sociais onde estamos inseridos, como campos missionários onde fomos colocados para implantarmos os princípios do Reino de Deus através de nossa influencia. Dessa forma conseguiremos estar no mundo sem pertencer ao mesmo.      

sexta-feira, 18 de maio de 2012

A Igreja Contra a Pedofilia


          Hoje, 18 de maio, é o Dia Nacional do Combate ao Abuso e a Exploração Sexual de Crianças e Adolescentes. Ao contrário do que se pensa, o horrendo crime da pedofilia, na esmagadora maioria dos casos é cometido por membros da família, no ambiente do lar. Esse aspecto é terrível, pois, deixa nas vítimas sequelas emocionais bem mais profundas. Tal prática é abominável e nos deixa com um sentimento de impotência. Agora pergunto: O que podemos fazer para preservar nossas crianças indefesas desse abuso? Podemos fazer muito mais do que pensamos. O Governo Federal tem desenvolvido um consistente trabalho de combate ao crime da pedofilia. Como exemplo; temos o Disque 100, que é um serviço exclusivo para denuncias relacionadas ao abuso sexual de menores e está disponibilizado ao público todos os dias das 8:00 as 22:00 horas. Além disso, temos campanhas de conscientização sobre a importância e o sigilo das denúncias e também um trabalho ostensivo de rastreamento de pornografia infantil. A meu ver o Governo tem feito a sua parte. Portanto, nós como sociedade organizada, e em especial como Igreja de Cristo devemos fazer a nossa também. É necessário que compreendamos que esse ato de barbárie acontece dentro dos lares, portanto, a estratégia mais eficaz contra esse crime é a denúncia. Sendo assim precisamos permanecer vigilantes com o que acontece ao nosso redor e ao desconfiarmos de algo suspeito, devemos denunciar, pois, lugar de pedófilo é na cadeia. As igrejas em contrapartida devem organizar seminários e palestras sobre o tema e acima de tudo incentivarem seus membros a tornarem-se verdadeiros agentes de combate a exploração sexual de menores. Não podemos nos calar e nem lançar nossa responsabilidade somente nas autoridades competentes, pois, a pedofilia pode estar mais perto de nós do que pensamos. Diga não a pedofilia. e lembre-se: É no silencio dos justos que os ímpios prosperam." 

quinta-feira, 17 de maio de 2012

A COROA DE ESPINHOS

Com certeza nunca houve uma coroa tão simples como aquela, nem alguém tão importante quanto àquele que a recebeu. A coroa de espinhos representa duas realidades bastante distintas. De uma lado simboliza o maior ato de injustiça e covardia cometido contra um inocente, do outro, é um dos símbolos mais significativos da grande vitória alcançada pelo Cristo na Cruz.
coroa de espinhos

quarta-feira, 16 de maio de 2012

Ser Pastor: Missão ou Profissão?


         Quando trato desse assunto, confesso que não sei nem por onde começar, haja vista que o mesmo desencadeia um turbilhão de pensamentos, conceitos e idéias em minha mente. Entretanto, com o auxílio do meu amigo Espírito Santo tentarei expor o meu pensamento de forma didática, o mais compreensiva possível. Nós, como seres humanos, somos produto do meio no qual vivemos, portanto, sofremos influencias que dia após dia vão moldando o nosso caráter, nossa maneira de pensar e nossa perspectiva diante dos fatos e situações que se apresentam em nosso cotidiano. Encarando esse tema com conhecimento de causa, pelo fato de ser pastor e de desempenhar outras funções além ministério, poderei expor as duas faces da moeda e dessa forma sintetizar o meu posicionamento. 
        No livro "O sacerdote", Francine Rivers faz um relato da importante função do sacerdote Arão no processo de libertação do povo de Israel do cativeiro do Egito. A escritora mostra de maneira singular a contribuição fundamental desse homem de Deus junto a seu irmão Moisés, que desempenhava uma função espiritual e política ao mesmo tempo. No final da obra chegamos a conclusão que Moisés não lograria êxito sem a presença sacerdotal de Arão. Nas escrituras sagradas, nos dois testamentos, vemos a configuração da figura do sacerdote/pastor como um vocacionado, como alguém chamado pela vontade soberana de Deus para a realização de uma missão específica. Vale ressaltar que em muitos casos a pessoa escolhida relutava inicialmente em obedecer a essa comissão divina, pois, o chamado levava o indivíduo a uma vida de abnegação, de perseguição e de devoção completa à vontade do Senhor, sem glamour, pompas ou regalias.
          Em nossos dias, com a mercantilização da fé, observo atônico o surgimento da profissão pastor, com direito a anúncio de vagas e até ingresso ao ministério por meio de concursos, onde o que vale é o retorno financeiro que esse cidadão trará aos seus empregadores. Numa analise fria, até me entristeço, pois, essa banalização do ministério representa o fragilização do Corpo de Cristo e a perda da identidade cristã, que é a pior das alienações. Quase que diariamente vemos escândalos envolvendo estelionatários que auto denominam-se pastores, pois, nunca foram chamados pelo Autor da Vida e nem o conheceram, pelo contrário, apenas usam a fé e colocam a nobre função pastoral na vala da desmoralização pública. Mas, a bom tempo a condenação virá.
          Passaria dias escrevendo esse texto, mas, não o farei. Para terminar gostaria de abordar mais um aspecto desse tema tão importante. Por muito tempo mantive a visão de que alguém que era vocacionado para o pastorado não poderia executar outro trabalho. Mesmo com o exemplo de colegas de ministério que conciliavam sua missão com uma profissão, não conseguia assimilar tal realidade. Pela graça e misericórdia de Deus, com o passar dos anos e com a influencia de pastores como Darrow Miller, Myles Monroe, Arivaldo Ramos, Ed René Kivtz, Cesar Castelhanos, fui compreendendo que o chamado divino não está não função que executo, antes, está na essência do meu ser. Entendi que enquanto profissional de qualquer área "estou" executado algo temporário e que dependendo da influencia que eu tiver poderá ser tão ou mais importante do que está apenas no púlpito. Em contrapartida como ministro do Evangelho "sou" embaixador do Reino de Deus nessa terra, pois, está no meu ser, na minha essência, não é temporário, pelo contrário, é eterno e imutável. Confesso que depois dessa compreensão minha vida e ministério não foram mais os mesmos, pois, compreendi que Deus me vocacionou para "ser" pastor e que onde estiver, seja no púlpito ou no escritório, serei o seu representante, com o dever de influenciar e de implantar naquele lugar o Reino de Deus. Maranata! Que venha o Teu Reino Senhor.

terça-feira, 15 de maio de 2012

O EVANGELHO E AS REDES SOCIAIS

Não há como negar que o advento das redes sociais trouxe uma contribuição significativa para a propagação do Evangelho do Reino. Hoje, com os avanços tecnológicos podemos compartilhar a fé em tempo real com pessoas do mundo inteiro, inclusive com aquelas que residem em países com perseguição religiosa. Através das redes sociais podemos assistir e produzir a diversos tipos de conteúdo, além da possibilidade da interação em sites como o Facebook, Twitter e o Youtube, por exemplo.

segunda-feira, 14 de maio de 2012

Cristãos Alienados


          Fico abismado em ver como o processo de alienação é comum no meio evangélico. Ontem, pude comprovar mais uma vez essa triste realidade. Estava no Facebook, quando vi uma postagem com um vídeo dos irmãos "Para a nossa alegria", ou tristeza, sobre o Dia das Mães. Quando li a ficha técnica percebi que o single já estava a venda no Itunes, por isso decidi fazer um comentário.
          Esbocei o meu pensamento de que os mesmos não podiam ser considerados artistas, pois, o vídeo que os alavancou a "pseudo-fama",  feito com a música "Galhos Secos", não é uma interpretação normal da canção, antes, é uma zombaria (assista o vídeo e veja que a própria mãe se levantou do sofá, ao ver que os irmãos estavam escarnecendo através da música), comentei ainda que algum espertalhão deveria está faturando em cima da exposição passageira da dupla. Imediatamente fui repreendido com o comentário de que eu não deveria julgá-los, pois, havia um grande propósito de Deus para aquela família e que os cristãos eram muito desunidos. Respeitei a opinião, mas não pude deixar de questionar: Então, como cristão devo concordar com tudo que se diz evangélico? Para minha surpresa, já em tom de indignação, aquele irmão mais uma vez me disse que eu não deveria julgar, pois a Bíblia diz para não julgarmos. Novamente respeitei sua opinião, mas, como sou teimoso, perguntei mais uma vez: Se eu não posso fazer juízo de algo que envolve a fé cristã, então, devo concluir que os irmãos Bereanos foram para o inferno? Pois, as Escrituras dizem que os mesmos examinavam e julgavam tudo o que recebiam da parte dos apóstolos. Disse ainda que por causa dessa postura equivocada da igreja é que muitos estelionatários da fé estão se alastrando pelo Brasil. Para maior surpresa, não consegui postar o comentário, pois, já estava excluído do rol de amigos do irmão em questão. Para não ficar com a consciência pesada, pois, o próprio Paulo diz que não devemos escandalizar os débeis na fé. Entrei na caixa de mensagem do irmão, deixei o meu comentário e aproveitei o ensejo para lhe pedir perdão, pela provável ofensa. Ele respondeu, dizendo que eu não tinha lhe ofendido (imagina se tivesse) e ratificando mais uma vez que eu não tinha direito de emitir juízo sobre a questão.
          Decidi contar essa história, pois, ilustra bem o modo como muitos cristãos tem vivido um evangelho alienado. Quando a Bíblia nos orienta a não julgar, está se referindo à prática de emitir juízo sem o conhecimento da causa como um todo. Em contrapartida, encontramos em vários textos bíblicos a orientação para fazer juízo dos profetas, das profecias e até do espíritos. Os apóstolos por várias vezes emitiram seus pareceres em relação as questões que envolviam a Igreja, o cristianismo e a fé. Esse pensamento alienado de que não podemos emitir juízo de nada que seja relativo a fé é o fator responsável pelo crescimento das falsas doutrinas e pelo alastramento dos estelionatários da fé por todo o Brasil. A Noiva do Cordeiro deve fazer juízo de tudo o que recebe, pois, essa é a verdadeira vontade de Deus. 

domingo, 13 de maio de 2012

Ser Mãe é Padecer no Paraíso.


          Esse é um jargão bem conhecido, e diga-se de passagem reflete uma das mais belas facetas da figura materna, pois, depois do corte do cordão umbilical, um novo cordão de amor liga a mãe a seus filhos até a morte. O amor de mãe é o que mais se assemelha ao amor de Deus, pois, nunca desiste de seus filhos e jamais os considera perdidos. O coração de mãe sempre está disposto a perdoar, a dar uma nova chance e a estender os braços de amor. Como o apóstolo Paulo diz: "Tudo crê, tudo espera e tudo suporta." Quando penso em mãe, penso em Maria, pois, ao aceitar o chamado para ceder seu ventre para abrigar o Filho de Deus, demonstrou abnegação e zelo, dispensando os anos de sua vida na criação do Salvador. Seu exemplo é digno de ser seguido, pois, aquela que recebe a graça divina de ser mãe, deve sempre lembrar que com a pequena criança, recebe também a missão de cria-la no caminho do Senhor. Para terminar, acredito que não é necessário sofrer muito no paraíso, haja vista, que os filhos que são orientados no caminho da verdade, geralmente dão mais alegrias que tristezas. Parabéns mamães abençoadas de Deus.

sábado, 12 de maio de 2012

Meus Discípulos ou Discípulos de Cristo?


          Com o advento das igrejas em células, houve uma importante valorização da prática bíblica do discipulado. Em virtude disso, tornou-se comum no meio evangélico a expressão: "Meus discípulos". A priori não há mal nenhum no uso da mesma, pois, podemos ser referenciais de Cristo para os cristãos mais novos. O problema surge quando o individuo usa dessa prerrogativa para manipular as pessoas em nome de Deus. No Evangelho de Mateus, capítulo 28, versículos 18, 19 e 20, vemos Jesus comissionando seus discípulos a fazerem novos discípulos e que esses deveriam ser fundamentados nos princípios e fundamentos bíblicos. Portanto, como seguidores de Cristo temos a nobre tarefa de auxiliar os recém convertidos no caminho da edificação na fé, e nesse trabalho não há problema algum em usar o termo "Meus discípulos". Infelizmente, como pastor, já me deparei várias vezes com uma completa inversão de valores nesse quesito. Haja vista que alguns cristãos, as vezes até sem má fé, trabalham para angariar discípulos para si mesmos. Exercem muita influencia sobre os mesmos e passam a manipula-los dentro da congregação. Isso ocorre por uma série de fatores, tais como: Carência afetiva, egocentrismo, megalomania e as vezes outros mais nefastos. Geralmente essas pessoas são simpáticas, agradáveis e extremamente persuasivas, passando uma áurea de santidade e de submissão irrestrita à liderança.  Esses filhos de Belial carregam algumas marcas que podem distingui-los dos verdadeiros discipuladores, pois, pelo fato de serem egocêntricos, anseiam sempre ser o centro das atenções, desejam a todo custo receber manifestações de gratidão, de reconhecimento e de submissão de seus liderados, além de deturparem a Bíblia para difundir suas convicções pessoais no meio do rebanho de Jesus. Entretanto basta confrontá-las, para o espírito de Jezabel se manifestar, causando divisão e traumas no corpo de Cristo. Àqueles que tornam-se seguidores desses falsos discípulos de Jesus, geralmente são rasos no conhecimento da Palavra de Deus e carentes emocionalmente, sendo por isso muito inconstantes. Quem envereda por esse caminho, geralmente cai, pois, não está firmado na Rocha Eterna, antes, está fundamentado nas areias de um relacionamento doentio travestido de discipulado e por fim acabará sendo arrastado para a condenação eterna. Você meu irmão ou irmã que exerce a bela função do discipulado, lembre-se sempre que as ovelhas são do Bom Pastor, pois,  somente Ele deu a vida por elas. Dessa forma faça seu trabalho com zelo e com a motivação correta de levar os cordeirinhos aos braços do Supremo Pastor. Que Deus te abençoe sempre.

sexta-feira, 11 de maio de 2012

A Bênção do Servir


         O livro "O Monge e o Executivo" do escritor norte americano James Hunter, conseguiu sintetizar de maneira precisa o conceito de servir. A obra é um autêntico best seller, sendo utilizada como referencia de liderança para milhares de corporações ao redor do mundo. O mais interessante é que Hunter não nos apresentou nada novo, antes, fez uma compilação de princípios bíblicos e os personificou através dos personagens da narrativa. Por meio de uma trama envolvente e empolgante, o escritor desvela diante dos nossos olhos a recompensa do servir. Essa verdade é universal e está explicita nas palavras do Cristo, que enfatizou que melhor é dar do que receber e que aquele que quer ser servido, deve servir primeiro. Infelizmente, esse discurso é belíssimo, mas, na esmagadora maioria dos casos não passa de falácia. Principalmente na Igreja, que é a instituição onde o servir deveria ser o propósito principal. É lamentável, mas, como embaixadores do Reino de Deus, ainda deixamos muito a desejar e por causa dessa omissão prejudicamos a transmissão da poderosa mensagem da salvação. Observe o ministério de Jesus e veja que seus fundamentos não foram os belos discursos, antes, foram os momentos primorosos onde serviu abnegadamente aos mais necessitados. Atualmente vemos as empresas investindo maciçamente para que o ambiente de produção seja baseado no servir, no colaborar e no compartilhar. Nós, como Igreja do Cordeiro devemos seguir esse exemplo e despertar dessa letargia do comodismo, voltando-nos o quanto antes para servir ao próximo, pois, somente assim o Reino de Deus se estabelecerá nessa terra.

quinta-feira, 10 de maio de 2012

Cristãos Enfermos?


         Nos versículos 04 e 05, do capítulo 53, do livro do profeta Isaías, encontramos a maravilhosa promessa de cura de todas as nossas enfermidade pelo sacrifício redentor de Cristo. Contemplamos o cumprimento dessa profecia no momento em que Jesus era açoitado pelo flagelo romano. A Bíblia diz que foram aplicadas 39 chicotadas no Salvador, uma a menos que o costume da época. Essa quantidade coincide exatamente com uma descoberta científica recente, que afirma que existem apenas 39 raízes principais de doenças, dessa forma compreendemos que Jesus pode nos curar de qualquer enfermidade. Agora pergunto: Por que muitos cristãos sinceros e devotados a Deus adoecem e muitas vezes não obtém a cura divina? Realmente é uma questão digna de muita reflexão. Acredito que existem várias razões para a existência de enfermidades na vida do crente. A primeira delas reputo à falta de cuidado com o corpo físico. A própria Palavra de Deus enfatiza que devemos cuidar de nossa saúde, pois, somos o templo do Espírito Santo. Muitos cristãos agem de maneira equivocada e canalizam sua fé de maneira tola, pois acreditam que precisam se cuidar, pois, creem que não podem mais adoecer, o que é um terrível engano. Outro fator importante a ser levado em consideração é a ação de espíritos malignos, que aproveitando-se de legalidades, geralmente abertas pela prática do pecado, alojam as mais diversas enfermidade na vida do indivíduo. Graças a Deus tanto as enfermidade de origem física, quanto as de cunho espiritual podem ser curadas pela aplicação do Sangue do Cordeiro, que foi derramado através do chicote de Roma. Mas pergunto ainda: Mesmo com essa benção maravilhosa à nossa disposição, por que existem cristãos fiéis que ainda assim não são curados? A exemplo da primeira pergunta, podemos achar duas respostas para essa. A primeira trata dos casos em que ainda não houve uma aplicação correta de fé. Pois, mesmo tendo sido salvo por Jesus Cristo, ainda preciso usar a minha fé para receber os benefícios da redenção. Outro fator é que em muitos casos existe um propósito de Deus na permissão de uma enfermidade na vida de seus filhos. Parece cruel, mas é fato. Existem doenças que jamais serão curadas por Deus, pois as mesmas exercem um propósito divino na vida daqueles que as tem. Esse objetivo é muito variável, mas, podemos destacar alguns, tais como; a necessidade de quebrantamento, o ensinamento de lições que vão abençoar a muitos, o controle de pecados como orgulho e soberba e as vezes até a garantia da salvação. Pense comigo: Quantos cristãos que convivem com uma enfermidade, se fossem curados se afastariam dos caminhos do Senhor? Na ótica divina, que é a correta, é melhor morrer e ser salvo com uma enfermidade, do que morrer é ser condenado tendo uma vida sadia.

quarta-feira, 9 de maio de 2012

Por Que Tarda o Pleno Avivamento


         Esse é o título do livro de maior vendagem do autor norte americano Leonard Havenhill. Nesse livreto, escrito em 1959, o escritor nos faz uma pergunta extremamente inquietante: Por que tarda o pleno avivamento? Note que já se passaram 53 anos que tal questionamento foi levantado, e quando observamos para as igrejas evangélicas como um todo, voltamos a nos questionar: Onde está o avivamento verdadeiro? Salvo algumas exceções, como a grande obra da Igreja na Nigéria. O que vemos e muito barulho e pouco resultado efetivo, além das muitas distorções com nome de avivamento. É bem verdade que em nenhum momento na história houve tantas pessoas denominadas cristãs. Entretanto esse exército de evangélicos não tem refletido o caráter de Cristo para o mundo perdido, não tem provocado mudanças significativas nos ambientes que vivem. Quando estudamos sobre os avivamentos que ocorreram no desenrolar da história, podemos observar que todos foram precedidos de oração, jejum e santificação. Observe o que João Wesley escreveu sobre o avivamento wesleyano:  "Pela fé e pela oração, fortaleça as mãos frouxas e firme os joelhos vacilantes. Você ora e jejua? Importune o trono da graça e seja persistente em oração. Só assim receberá a misericórdia de Deus." O mesmo aconteceu com outros avivalistas como Jonathan Edwards, autor do célebre sermão "Pecadores nas mãos de um Deus irado." O genuíno avivamento nasce quando cristãos decidem consagrar-se profundamente a Deus. 
          Outro fator importante que sempre marcou as manifestações de Deus no meio de Seu povo, é que a benção divina extrapola os limites da Igreja e alcança a sociedade como um todo. Eu não acredito em avivamento dentro de quatro paredes, pois quando o Espírito Santo de Deus é atraído pelo clamor da Igreja, Ele muda toda a sociedade ao redor. Vemos um caso recente na cidade de Olmolonga, na Guatemala. Aquele pequeno distrito era dominado pelo ocultismo, pelos vícios e pela miséria. Os cristãos daquela cidade eram oprimidos e nunca conseguiam lograr êxito na evangelização. Até que um dia decidiram consagrar-se profundamente a Deus e começaram a importunar os céus com petições a favor daquele lugar. Dentro de um tempo a graça de Deus começou a se manifestar de maneira tremenda naquela cidade, através de curas, libertações e grandes milagres. Como conseqüência, as pessoas começaram a se converter, abandonando o ocultismo e assumindo uma nova mentalidade. Após alguns meses começaram a produzir abundantemente, fortalecendo e dinamizando o mercado local com a geração de emprego e renda. Os prostíbulos e bares fecharam as portas, a violência caiu drasticamente, ao ponto de fecharem a delegacia do lugar. Tudo porque Deus visitou Olmolonga. Existem muitas profecias que dizem que o Brasil será o palco do último avivamento, porém, para que isso de fato ocorra, nós como Igreja redimida precisamos pagar o preço de consagração e bombardearmos os céus com o nosso clamor.

terça-feira, 8 de maio de 2012

O Peso da Cruz


          Em Lucas 9: 23 está escrito: "E dizia a todos: Se alguém que vir após mim, negue-se a si mesmo, e tome cada dia a sua cruz, e siga-me". Com certeza esse é o maior desafio de cada discípulo de Jesus Cristo. Muitos compreendem esse texto de forma equivocada, pois, identificam a cruz com enfermidades, problemas familiares e outras mazelas. Acreditam que problemas geralmente oriundos da quebra de princípios bíblicos, constituem-se na cruz que devem carregar por toda a vida. Ledo engano! Jesus quando referiu-se a necessidade que cada cristão tem de carregar a sua cruz, falava de algo provavelmente até mais complicado do que uma enfermidade ou problema familiar. Analisando esse texto minuciosamente, vemos que o Messias destacou três características que marcam seus seguidores:
  1. Renúncia (negue-se a si mesmo) - Jamais seremos verdadeiros cristãos, se não nos esvaziarmos de nós mesmos. Precisamos entender que durante toda a nossa vida, vamos acumulando uma série de coisas que preenchem o nosso viver (hábitos, vícios, costumes, etc.), constituindo-se em verdadeiros impedimentos para o enchimento do Espírito Santo, haja vista, que não podemos encher algo que já está cheio. Por esse motivo a conversão muitas vezes é comparada com a morte, pois uma morto está totalmente vazio.
  2. Decisão (tome cada dia a sua cruz)- A cruz relatada nesse texto trata do compromisso diário de transmitirmos o Evangelho de Cristo, tanto por palavras, como pelo nosso testemunho. Entretanto, só poderei seu um transmissor da presença de Deus, se antes, for portador da mesma. Analise e veja como muitos evangélicos tem dificuldade de falar de Jesus. Isso ocorre porque é muito difícil falar de quem não conhecemos. O Evangelho é muito mais que um código moral e ético, pois, trata da revelação do Filho de Deus e tem poder para levar o ser humano a uma experiencia real com o Criador, somente assim poderemos afirmar que conhecemos a Deus.
  3. Atitude (siga-me) - Seguir a Cristo verdadeiramente é a decisão mais difícil que um individuo pode tomar, pois, exigirá do mesmo uma atitude diária de renuncia e submissão ao propósito de Deus. Essa atitude muitas vezes confrontará nossa vontade, emoção, projetos e em alguns casos até a razão. Contudo devemos sempre seguir adiante com a convicção de que Aquele que começou a boa obra em nós é fiel para completá-la.
         Diante desse entendimento, podemos ver com clareza a profundidade do que está escrito em Mateus 16: 25: "Porque aquele que quiser salvar a sua vida, perdê-la-á, e quem perder a sua vida por amor de mim, achá-la-á." Não é fácil mesmo! Ser um seguidor de Cristo implica em simplesmente abdicar de sonhos, projetos e vontades que não estão em consonância com o propósito maior de Deus para as nossas vidas, mas, não se desespere, pois o projeto do Criador para a mim e para você é infinitamente superior aos nossos. 

segunda-feira, 7 de maio de 2012

Títulos versus Unção


          Não é de hoje que o pensamento humanista dominante em nossa sociedade antropocêntrica tem adentrado as igrejas evangélicas. Podemos observar essa "invasão" através das canções, que cada vez mais enfatizam os sentimentos humanos em detrimento da devoção ao Senhor; através da pregações, que se afastam mais e mais da cruz, tornando-se rasas e insípidas, carregadas de jargões de auto-ajuda e de palavras de ordem; através da ocupação de funções de liderança, que em muitos casos privilegiam os mais abastados e menos compromissados, relegando ao segundo plano os mais humildes, que verdadeiramente são os que fazem a obra caminhar. São muitas vertentes de um mesmo mal, porém, a pior de todas, sem sombra de dúvidas é a que tem afetado milhares de líderes, que intitulo como: "A síndrome do ser". Hoje com tristeza e pesar contemplo o desespero de vários líderes, que buscam a todo custo serem reconhecidos e honrados com os mais diversos títulos, que diga-se de passagem as vezes nem encontram respaldo na Bíblia. Ao que me parece é uma competição, entre aquele que é mais importante, que está mais perto de Deus, que é mais ungido, que tem mais autoridade. São bispos, apóstolos, paipóstolos, patriarcas e tantos outros mais. Não pense que não creio na manifestação dos ministérios e dons, pelo contrário, creio sim. Entretanto, acredito que a unção traz o título e não o contrário. Quando falo nesse assunto lembro-me daquela passagem que encontra-se em Mateus 20: 20-22, onde a mãe de João e Tiago pede a Jesus que seus filhos tenham uma posição especial em relação aos demais, recebendo imediatamente uma resposta contrária da parte do Cristo. Baseado neste e em vários outros textos bíblicos, acredito que os ministérios devem ser exercidos por aqueles que foram chamado por Deus e não simplesmente por convenções humanas, por pagamento de tributos ou por juras de fidelidade ao líder supremo. Acredito também que não existe hierarquia ministerial, onde uma função torna-se mais importante e relevante que a outra, pelo contrário, tanto os ministérios como os dons se completam e são partes do mesmo corpo, onde á única parte indispensável é a cabeça (Jesus Cristo). Passaria dias discorrendo sobre o assunto, pois o mesmo me causa indignação e revolta, haja vista que lendo a Bíblia vejo homens e mulheres extraordinários que em face do chamado divino, sempre achavam-se indignos do mesmo e as vezes até tentavam fugir, mas que sempre optavam por obedecerem à suprema vontade de Deus. Ao mesmo tempo tenho pena desses líderes que a todo custam usurpam funções e títulos que não lhes foram confiados pelo Altíssimo, pois o fim dos mesmos será de desolação e dor. Para finalizar lembro-me das palavras de um sábio pastor, que convidado por um colega para "subir de nível", para receber um "nova unção", apenas sorriu e respondeu: Não meu amado, lhe agradeço, pois somente pela graça de Deus tenho levado o ministério de pastor por esses anos. Agora encerrando mesmo, risos, lembro-me de outro texto sagrado, onde Jesus disse o seguinte: "Assim também vós, quando fizerdes tudo o que vos for mandado, dizei: Somos servos inúteis, porque fizemos somente o que devíamos fazer" Lucas 17:10. Já me contento em ser apenas um servo inútil, pois tudo que eu fizer nunca pagará a divida que tenho com Aquele que me amou primeiro. Soli Dei Glória!!!

domingo, 6 de maio de 2012

O Supermercado da Fé


          Na obra "Die Protestantische Ethik und der Geist des Kapitalismus" (A Ética Protestante e o Espírito do Capitalismo) o sociólogo, economista e escritor alemão Max Weber sintetiza a ideia de que o capitalismo teve como principal fonte de influencia a Reforma Protestante, com destaque aos ensinos de Calvino. O autor de maneira brilhante faz um contraponto entre o fundamento capitalista e o pensamento puritano predominante na Igreja Católica, que apregoava uma vida desprendida dos bens materiais. Para Weber a fundamentação dos princípios da ética protestante estimulou o homem a dar vazão ao espírito capitalista, abrindo assim o seu horizonte para novas perspectivas de acumulação de riquezas e bens, agora com a aprovação e a benção de Deus. Essa obra literária é fruto basicamente da observação do crescimento vertiginoso do capitalismo nos países de formação protestante, como Inglaterra e a própria Alemanha. "A Ética Protestante e o Espírito do Capitalismo" é considerada por muitos estudiosos como "A Obra do Século XX", devido à sua colaboração ímpar para a formulação e disseminação do pensamento capitalista ocidental. Infelizmente, assim como quase tudo na vida, o capitalismo não é só rosas, pois, o mesmo sistema que estimula a produção, gerando emprego e renda, pode ser distorcido e dar à luz a uma anomalia conhecida como mercantilismo. Essa prática obscura e funesta tem invadido as igrejas evangélicas através da comercialização da fé, da troca de benefícios da politicagem e da espoliação dos bens dos fiéis. E acredite, o que vemos na mídia é apenas a ponta do iceberg, haja visto, que esse processo tem se generalizado no meio do corpo de Cristo e tem relegado ao status de exceção àqueles que insistem em servir a Deus com integridade. Olho para muitas igrejas e o que vejo são verdadeiros supermercados da fé, onde vende-se de tudo, desde a unção, curas, prosperidade até ingressos para a assistência dos cultos. A própria mensagem da salvação, que é a base do Evangelho e tem seu âmago no chamado ao arrependimento, tem sido trocada sumariamente pelo apelo medíocre do consumismo cristão, baseado em uma mensagem rasa e sem poder, carregada de táticas de oratória e jargões de auto-ajuda e otimismo, onde o Criador deixa de ser protagonista, tornando-se um mero coadjuvante, que tem como função principal estar sempre à disposição dos caprichos de seus filhos. Princípios como; mordomia cristã, jejum, renuncia, consagração e sacrifício desvanecem diante da sedução de uma vida sem aflições, onde tudo que o coração humano desejar, rapidamente Deus moverá céus e terra para satisfazer. Mas tudo isso não é novidade, pois, o Apóstolo Pedro já lutava contra esses mercenários a dois mil anos atrás. Veja o que está escrito em 2Pedro 2: 3. "E por avareza farão de vós comércio, com palavras fingidas; sobre as quais já de largo tempo não será tardia a sentença, e a sua perdição não dormita." Acorda Igreja de Cristo e expulsa esses estelionatários do teu meio.

sábado, 5 de maio de 2012

Uma Vida com Propósito


          Esse é o título em português do best seller escrito pelo pastor norte americano Rick Warren. O autor com simplicidade e profundidade, através de uma narrativa envolvente, nos leva a analisar o propósito real de nossa existência. Ao ler o referido livro pude vislumbrar o quanto esse questionamento é crucial para determinar o sucesso ou o fracasso na vida de cada indivíduo. Pense comigo, quantas vezes você já questionou por que nasceu? Por que está nessa terra? Por que passou por determinada situação traumática? Esses são exemplos dos vários questionamentos que orbitam ao redor desse tema e que são inerentes a 100% dos seres humanos que já passaram, que estão passando e que passarão pelo planeta terra. Outra questão crucial envolvida nessa temática é: Para onde vamos após a morte? Esse é outro dilema que aflige todos aqueles nascidos depois de Adão, haja vista, que mais cedo ou mais tarde passaremos pela experiência do partir. Diante dessa realidade as pessoas tentam definir o propósito de sua vida. Uns atribuem o mesmo à dedicação a família, ao acúmulo de bens, à busca incessante pelo prazer, ao alcance do sucesso profissional, entre tantas outras coisas. Outros evitam a todo custo pensar nisso e simplesmente passam pela experiencia terrena, como se a mesma nunca fosse terminar. Será que essas posturas nos dão uma resposta satisfatória? Absolutamente não! Pois, assim como quando desejamos saber algo sobre um determinado produto, recorremos ao manual do fabricante. De igual forma essas questões só encontrarão respostas na Bíblia. Pois, quando Deus criou o homem, o fez com um propósito definido e pré-determinado, sendo assim só encontraremos a verdadeira solução para o problema, quando descobrirmos o propósito específico do Criador para nossas vidas e nos adequarmos ao mesmo. Fora disso encontraremos apenas frustração e mais perguntas, e ainda que consigamos obter êxito em algumas áreas de nossa vidas, nunca conseguiremos experimentar uma vida abundante.    

sexta-feira, 4 de maio de 2012

Ser Discípulo


          No hebraico a palavra discípulo é Talmidim e significa; aquele que segue de perto os passos de seu mestre. Inclusive, está disponível no site do pastor Ed René Kivitz, uma série de ilustrações com o mesmo nome. O talmidim buscava ser exatamente igual ao seu mestre. Dentro desse entendimento podemos compreender que o propósito de Cristo, quando comissionou seus discípulos a formarem novos discípulos é extremamente desafiador, pois, quem poderá ser igual ao Filho de Deus? E o que dizer da declaração feita por Cristo, quando afirmou que seus seguidores fariam milagres maiores que os seus? Isso é humanamente impossível. O discipulado de Jesus é bem mais profundo que o dos rabinos de Jerusalém, haja vista que seguir a Cristo é muito mais que seguir um modelo moral ou um conjunto de regras pré-estabelecidas. Ser discípulo de Jesus consiste basicamente em renunciar a uma vida fora do propósito divino, em esvaziar-se de si próprio para que a vida Dele possa inundar o nosso ser, através da ação do Espírito Santo. Quando o Cordeiro de Deus nos chamou para sermos os seus talmidins, nos convidou para vivermos uma vida além das nossas possibilidades, das nossas expectativas, dos nossos propósitos e projetos. Ser discípulo de Jesus Cristo é estar totalmente rendido a Sua vontade, é viver com a compreensão de que sem Ele nada podemos fazer!  

quinta-feira, 3 de maio de 2012

Voltando à Imagem e Semelhança


          Segundo as escrituras sagradas, Deus criou o homem á Sua imagem e semelhança, atribuindo ao mesmo as características do Seu caráter e personalidade. Infelizmente, pelo ato de desobediência que culminou na queda de Adão e Eva, toda a humanidade iniciou um processo contínuo de afastamento do Criador. Esse distanciamento promoveu automaticamente a aproximação do homem de Satanás, que consequentemente passou a imprimir no mesmo as características degeneradas do seu caráter e personalidade. Esse processo manifesta-se individualmente, ou seja, cada ser humano não redimido está em um determinado ponto do caminho entre Deus e o Diabo e o nível de degradação de seu caráter dependerá de quem ele está mais próximo, de qual dos dois está exercendo influencia sobre ele. Essa tornou-se a sentença de maldição da humanidade. Felizmente através da obra de redenção do Cristo, podemos dar meia volta e retornarmos ao Pai, através do processo que conhecemos como conversão, que nasce do arrependimento e significa mudança radical de direção. Esse processo também deve ser contínuo e dependendo do estado de degradação em que se encontra o individuo, pode ter um grau maior ou menor de dificuldade e dor. Essa caminhada não terminará nesse terra, pois como ensinou o Apóstolo Paulo: "Todo homem deve buscar a estatura de varão perfeito". Porém, esse grau só será plenamente alcançado quando formos glorificados, após a redenção. Entretanto, enquanto estivermos limitados à existência terrena devemos lutar permanentemente contra a natureza caída que há em nós, sempre com o objetivo de voltarmos a ter a imagem e semelhança do Criador. Não desista, pois, mesmo com as dificuldades da caminhada, no final de tudo valerá a pena receber de volta a integridade do projeto divino estabelecido na criação.

quarta-feira, 2 de maio de 2012

Aliviando a Bagagem


          Esse é o tema de um dos livros mais vendidos do Pr Max Lucado. O autor através de uma narrativa empolgante e envolvente nos leva a uma reflexão sobre os fardos desnecessários que temos insistido em carregar. A temática do livro baseia-se no maravilhoso convite feito por Jesus a cada ser humano: "Tomai sobre vós o meu jugo, e aprendei de mim, que sou manso e humilde de coração; e encontrareis descanso para as vossas almas. Porque o meu jugo é suave e o meu fardo é leve". Diante dessa irresistível proposta porque insistiremos em carregar as pesadas malas do pecado, da rejeição, da mágoa, do rancor, do ódio, da vingança, da culpa, da discriminação e da religiosidade? Meu amado irmão entenda que somente em Cristo podemos experimentar a verdadeira liberdade, a verdadeira felicidade. Chega de uma vida vazia e sem cor, pois o Cordeiro de Deus conquistou na cruz do calvário uma vida abundante e feliz para todo aquele que Nele crer. Decida abandonar essa bagagem pesada que você tem carregado por tantos anos e receba em troca um fardo cheio de perdão, alegria, paz, amor, felicidade e salvação.

terça-feira, 1 de maio de 2012

À Procura da Felicidade


          Em 2006, Will Smith foi protagonista do sucesso de bilheteria The Pursuit of Happyness (À Procura da Felicidade). O longa metragem conta a história do americano Chris Garden, que com muito esforço e perseverança conseguiu sair de uma terrível crise financeira e alcançar a tão sonhada felicidade. A narrativa é muito comovente e inspiradora, pois ser feliz é com certeza o maior desejo presente em cada ser humano. Entretanto, não existe nada tão etéreo como a definição de felicidade. Provavelmente entre os mais de 7 bilhões de habitantes do planeta terra não existam duas definições iguais a esse respeito. Inevitavelmente surgem perguntas como: O que é a felicidade? O que é ser feliz? Onde está e como alcançar a felicidade? Ao mesmo passo brotam as mais variadas respostas, tais como: É sentir-se pleno! É ter paz, saúde, dinheiro ou fama! É estar com a família, etc. Mas afinal, será que existe um conceito definitivo para esse estado que todos anseiam? Encontramos na Palavra de Deus a seguinte promessa do Cristo: "... Eu vim para que tenham vida, e a tenham em abundância." Será que a felicidade que tanto almejamos está nessa vida abundante? Com certeza está! Mas, então, como conciliar essa vida maravilhosa com as aflições que o mesmo Jesus afirmou que passaríamos? Será que é possível ser feliz e ainda assim passar por situações difíceis? Claro que sim, pois tudo depende do ponto de vista que usamos para encarar os fatos que ocorrem diariamente em nossas vidas. Pense bem, a Bíblia ensina que devo aceitar o senhorio de Cristo sobre minha vida voluntariamente e que a partir do momento que adentro nessa realidade passo a direcionar os meus passos sempre rumo ao centro da vontade de Deus, o que consequentemente me levará a desfrutar de uma paz interior sem igual que equilibrará todos as áreas de minha vida. Quando me torno servo entendo que tanto as coisas boas, quanto as ruins fazem parte do processo de construção do caráter divino em minha vida e que o meu futuro sempre será melhor que o meu presente. Portanto, chego a conclusão que a verdadeira felicidade repousa num lugar chamado Centro da Vontade de Deus e que se me dirigir para lá serei plenamente feliz.