sexta-feira, 28 de agosto de 2009

Realinhando a Visão


          Como cristãos precisamos fazer uma avaliação profunda sobre a realidade e os desafios que enfrentamos em pleno século XXI. A situação atual da Igreja como instituição é preocupante, pois, em momento algum na história contamos com um número tão grande de pessoas frequentando os templos evangélicos, mas também em nenhum outro tempo vimos um superficialismo e relativismo tão assustador. Observamos com espanto a construção de verdadeiros impérios e de grandes fortunas em nome de Cristo, nos deparamos com todos os tipos de desvios doutrinários, vemos diversos segmentos evangélicos embriagados em conceitos humanistas que afrontam em todos os ângulos a santa Palavra de Deus. Com certeza o discurso de Jesus sobre as características dos últimos dias é uma descrição fiel da época atual. Portanto, faz-se necessário realinhar a visão.
          De maneira simplificada podemos dizer que o objetivo principal da Igreja na terra é ser uma representação do Reino de Deus entre os homens. Dessa forma compreendemos que mesmo reconhecendo a evolução da sociedade não devemos comprometer os princípios basilares do Evangelho. A mensagem de Cristo é atemporal, portanto, é aplicável a todas as eras do desenvolvimento da raça humana. Não pode ser mudada, nem tampouco melhorada, deve ser apenas contextualizada integralmente para o alcance do propósito divino.
          No século XVI a humanidade estava submersa na Idade das Trevas, quando pelos quatro cantos do mundo ecoaram os gritos da Reforma Protestante, que teve como expoentes principais Martinho Lutero e João Calvino. Naquela época a Igreja do Cordeiro estava sufocada por uma miscelânea de conceitos e práticas que nada tinham a ver com sua identidade original. Foi nesse cenário que homens e mulheres tementes ao Senhor se levantaram e se dispuseram a romper com tais paradigmas. Quando fazemos uma analise de toda a história do relacionamento entre Deus e os homens vemos esse quadro se repetindo ciclicamente. É óbvio que nada disso é espanto ou novidade para Deus, mas, assim como aconteceu a quinhentos anos atrás, precisamos realinhar a visão.
          Devemos sempre lembrar que Cristo é o cabeça da Igreja e nós somos o seu corpo, portanto, somos coadjuvantes, cooperadores e não protagonistas. Ele é o inicio, o meio e o fim e sem Ele nada podemos fazer. Fica evidente que é exatamente nessa mudança de foco que ocorrem os desvios doutrinários e a mercantilização da fé, pois, quando o ser humano busca controlar a obra divina, Deus afasta-se da mesma. Precisamos redirecionar o foco, pois somente assim alcançaremos a plenitude do que está reservado para cada um de nós.

Atualizada em 14 de Junho de 2013.

quinta-feira, 6 de agosto de 2009

O poder destrutivo do pecado


          A maioria dos evangélicos ainda não compreende o poder destrutivo do pecado, já que acreditam que pecar não passa de um simples ato de desobediência a Deus. Porém, enganam-se, pois tal atitude gera uma série de conseqüências maléficas aqueles que a cometem. Uma vida em pecado afasta o homem da presença de Deus, além de produzir frieza espiritual, insensibilidade, cauterização da mente, desânimo em relação à obra, entenebrecimento da mente e por final a morte espiritual. Devemos como filhos de Deus, nos acercar de todo o cuidado necessário para não transgredirmos a Lei do Senhor e dessa forma incorrermos em grande condenação.

terça-feira, 21 de julho de 2009

Voltando as Origens


          Todas as grandes organizações mundiais voltam seus olhos para o futuro em busca daquilo que as levará a vanguarda. Em contrapartida a Igreja do Cordeiro precisa voltar sua atenção para o passado à procura de sua raiz, de sua origem. Lendo o livro de Atos dos Apóstolos, que para mim deveria se chamar Atos do Espírito Santo, devido a forma especial como o Consolador se manisfesta em todo o livro, atento para um trecho especial encontrado no capítulo 2, entre os versículos 42 e 47. Ali descobrimos o DNA da noiva do Cordeiro, pois como Igreja, em primeiro lugar devemos estar alicerçados na rocha que é Cristo, além de sermos edificados nos quatro pilares principais que sustentam a Eclésia celestial, ambos destacados no versículo 42. Passo então a discorrer sobre os mesmos:

  1. O primeiro pilar é a Palavra de Deus - "E perseveravam na doutrina dos Apóstolos...". A sustentação principal do Cristão é a Bíblia Sagrada, pois somente através dela podemos conhecer a Jesus, já que Ele é o verbo vivo de Deus. É através do conhecimento das Santas Escrituras que somos levados à regeneração, a profunda conversão e a mudança em todas as áreas de nossas vidas. Sem a sustentação bíblica tudo que edificarmos certamente virá abaixo.
  2. O segundo pilar é a comunhão - "...e na comunhão...". A comunhão do cristão deve ser vertical e horizontal, ou seja, é vivida com Deus e com o próximo. É impossível termos comunhão com o Criador e não termos com os que estão ao nosso redor e vice versa. O relacionamento entre os irmãos é fundamental para a fluência do Espírito Santo no Corpo de Cristo. É vital, pois assim como um membro do nosso corpo morre ao não receber o bombeamento do sangue, um membro do corpo de cristo morre ao perder a sua comunhão com o Consolador. Não deixe a falta de perdão contaminar sua vida, pois é como um câncer que vai matando aos poucos.
  3. O terceiro pilar é a ação social - "... e no partir do pão...". Certa vez Gandhi disse que "Para o faminto Deus tem a figura do pão". Ele queria dizer que para levarmos o Evangelho a alguém que está passando necessidade, devemos primeiro tentar satisfazer a mesma, pois assim essa pessoa nos ouvirá. É bem verdade que a Igreja tem feito um trabalho valoroso nessa área, mas é preciso fazer mais. O partir do pão vai mais além do que dar cestas básicas ou distribuir o sopão. O partir do pão fala de um compartilhar mais profundo e mais empático; fala de se colocar no lugar do próximo e amá-lo com o amor do próprio Cristo.
  4. O quarto pilar é a oração - "... e nas orações." Posso afirmar que a oração é o oxigênio do espírito, haja visto que sem ela não podemos nos mover no reino espiritual. Infelizmente não são muitos os que descobrem o grande poder que há por trás desse singelo ato de fé. A oração quando baseada na Santa Palavra tem o poder de mudar os rumos do mundo material e de trazer a existência milagres que de outra forma jamais seriam vivenciados. Não é a toa que satanás trabalha arduamente para impedir que os cristãos desfrutem de uma vida de oração. Ele sabe que isso implica em sua derrota. Então lute contra o comodismo e descubra que Deus colocou em suas mãos uma arma tão poderosa que é capaz de abalar o inferno. 
          Nesses quatro pilares a Igreja do Cordeiro foi edificada e somente através deles pode cumprir o seu propósito nesta terra. Como consequência viverá em abundância de alegria e paz, desfrutando de uma comunhão intima com Deus, caindo na simpatia de todo o povo e recebendo diariamente aqueles que o Senhor está salvando.

Revisada e atualizada em 30 de abril de 2013.